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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

POESIA PERUANA
Coordinacíon: Jorge Alania - jorgealania@terra.com.pe
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JOSÉ GUILLERMO VARGAS

 

José Guillermo Vargas Rodríguez nació en Chiclayo, Perú, en 1938, alegre pueblo norteño.

 

Poeta y narrador de muchos títulos y activista conocido y reconocido internacionalmente por su labor en favor de la poesía, como Presidente de la Casa del Poeta Peruano:

 

http://www.letrasyartes.com/casadelpoeta/

casadelpoetaperuano@hotmail.com

 

 

 

TEXTOS EN ESPAÑOL  /  TEXTOS EM PORTUGUÊS

Traduções de Antonio Miranda

 

 

LA CARTA ESCRITA SOBRE EL VIENTO

 

Redactar la carta sin ruta concebida

y esperar sonar el pétalo al fondo de la poza;

transitar por calles empedradas

y oír el restañar de voces entrañables.

O mejor: cerrar detrás de mí

la puerta de OCTUBRES desgarrantes.

 

Ver el río turbio azás de cieno y heces

o engañar a mis magnolias

que todo ello fue azar del tiempo

y la venganza.

 

El Cronos generoso

enfermó de olvidos / o retardos

y aún me arrulla entre sus brazos

el reloj y sus manijas.

 

             El olor de las cloacas

             es persistente y me envenena.

 

El corazón terco entre las brumas,

escribe cartas sobre el viento.

 

             Esperar algún gorrión sin ruta concebida

             y llorar de esperanza

             a la entrega de esta carta.

 

 

Extraído de CÓMO AÑOS ESCULPIDOS.  Lima: Ediciones Maribelina; Casa del Poeta Peruano, 1995.  142 p.

 

 


LA SIMETRÍA DEL CUADRANTE

 

Llegar

con equipajes de cíclico caminos

a fallecer en asimétricos cuadrantes.

 

Te irás cogiendo anónimo carruaje.

Lanzarás por las ventanas

gerundios, retratos y adjetivos

que muerdan tu memoria.

 

Infectada quedarás de musgos,

y carnívoras plantas orientales

devorarán de a poquitos

mientras dure el jolgorio

de tus carnes.

 

                          El rectángulo nunca fue perfecto:

                                    En esa forma nos iremos.

 

 

LA MEMORIA DEL ESPEJO

   Escuchando a Zarazate

 

El calendario repta impunemente

y se impregna en el espejo de la sala.

Saeta transversal de luz, irradia catetos de miseria.

 

Antiguos salones guardan

un viejo olor a vino agrio

y naftalina emerge inflamando pituitaria.

 

Oscuros domicilios se retratan en mi mente

con abuelos y otras parentelas

y ese olor a tiempo viejo, durmiendo en sus levitas,

levitan tenaz en mí memoria.

 

La victrola con un perro escuchando lo inaudible,

garrafa de vino con vino avinagrado;

outra escultura que incendia moralinas y,

un desdentado acordeón que gime y ya no canta,

parecen burlarse por atroz incoherencia...

 

Hoy he cocinado, hervido vegetales y

lavado esta ropa que guarda mugres

y olores inlavables…

(como amores y amistades desleales).

 

…Y ese sabor a vino agrio, a senectud,

con un viejo desdentado oyendo una victrola,

como un perro viejo que sí escucha lo indecible.

 

Y el calendario, reptando impunemente…

 

 

Extraído de ZARABANBA DEL ABUELO. Lima: Maribelina, 2001.  44 p. . (Serie Poesia al paso. Casa del Poeta Peruano).

 

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS

Traduções de Antonio Miranda

 

 

A CARTA ESCRITA SOBRE O VENTO

 

Redatar a carta sem rota concebida

e esperar soar a pétala no fundo da poça;

transitar por ruas empedradas

e ouvir o estancar de vozes entranháveis.

Ou melhor: fechar atrás de mim

a porta de OUTUBROS desgarradores.

 

Ver o rio turvo atrás de lodo e fezes

ou enganar minhas magnólias

pois tudo foi por conta do tempo

e da vergonha.

 

E Cronos generoso

adoeceu de olvidos / ou retardos

e ainda me arrulha em seu braços

o relógio e suas maçanetas.

 

              O odor das cloacas

              é persistente e me envenena.

 

O coração teimoso entre as brumas,

escreve cartas sobre o vento.

 

               Esperar algum pardal sem rota concebida

               e chorar de esperança

               a entrega desta carta.

 

 

Extraído de CÓMO AÑOS ESCULPIDOS.  Lima: Ediciones Maribelina; Casa del Poeta Peruano, 1995.  142 p.

 

 

A SIMETRIA DO QUADRANTE

 

Chegar

com equipagens de cíclicos caminhos

a falecer em assimétricos quadrantes.

 

Tu irás em anônima carruagem.

Lançarás pelas janelas

gerúndios, retratos e adjetivos

que mordam tua memória.

 

Infectada restarás de musgos

e carnívoras plantas orientais

devorarão pouco a pouco

enquanto dure a farra

de tuas carnes.

 

 

 

A MEMÓRIA DO ESPELHO

Escutando Sherazade

 

O calendário repta impunemente

e se impregna no espelho da sala.

Flecha transversal de luz, irradia catetos de miséria.

 

Antigos salões guardam

Um velho odor de vinho ácido

e naftalina emerge inflamando pituitária.

 

Escuros aposentos perfilam em minha mente

com avós e outras parentelas

e esse odor de tempo valho, dormindo em seus trajes;

levitam tenazes na memória.

 

A vitrola com um cão escutando o inaudível,

garrafa de vinho com vinho avinagrado;

outra escultura que incendeia moralidades e,

um acordeão desdentado que geme e já não canta,

parecem burlar-se por atroz incoerência.

 

Hoje cozinhei, fervi vegetais e

lavei a roupa que guarda imundície

e odores inlaváveis...

(como amores e amizades desleais).

 

... E esse sabor de vinho álacre, a senilidade,

com um velho desdentado ouvindo uma vitrola,

como um cão velho que sim escuta o indizível.

 

E o calendário, reptando impunemente...

 

 

Extraído de ZARABANBA DEL ABUELO. Lima: Maribelina, 2001.  44 p. (Serie Poesia al paso. Casa del Poeta Peruano).



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