Home
Sobre Antonio Miranda
Currículo Lattes
Grupo Renovación
Cuatro Tablas
Terra Brasilis
Em Destaque
Textos en Español
Xulio Formoso
Livro de Visitas
Colaboradores
Links Temáticos
Indique esta página
Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JOAQUÍN PASOS


(1914-1947)


 

Nació en Granada (Nicaragua). Formó parte del movimiento nicaragüense “Vanguardia”. Su obra ha sido reunida y publicada con prólogo de Ernesto Cardenal por Fondo de Cultura Económica de México, con el título Poemas de un joven.

 

 

TEXTOS EN ESPAÑOL  /  TEXTOS EM PORTUGUÊS

 

 

 

POEMA EN PIE

 

¿Qué actitud, qué gallarda pose original se puede tomar

ante la proximidad de este poema?

Te lo pregunto a ti, ¡Oh hábil diseñadora de nuevas sonrisas!

         la única

que puede ofrecerme en un plan de cinco minutos la más

          conveniente arquitectura de mi genio actual.

 

Decían los maestros chinos de la dulce poesía

que el poeta quedaba enfermo y ojeroso después del transe

         amargo;

pero yo te suplico, bondadosa musilla de ojos ingenuos

que no hagas que mi miel sea elaborada a cosas de mi

         sangre,

porque mucha sangre se ha desperdiciado últimamente y

         andan escasos de leche los pechos de las madres.

 

Un poema que sale a pie, y como está inédito, yo le digo:

         Hasta que te vea te creo,

Pretendo primero, sacudirme de encima estas alas de ángel

         que me agobian,

a ver si botando todas esa pluma quedo con la ternura

         virginal del pollo

o siquiera con algo de ese equilibrio inestable de lo que

         da risa,

tan lleno de emoción y de lágrimas como el cristal que

         ya va a caer

y no cae, peo que sabe que ya va a caer.

 

 

 

LOS INDIOS VIEJOS

 

Los hombres viejos, muy viejos, están sentados

junto a sus cabras, junto a sus pequeños animales mansos.

Los hombres viejos están sentados junto un río

que siempre va despacio.

Ante ellos el aire detiene su marcha,

el viento pasa, contemplándolos,

los toca con cuidado

para no desbaratarles sus corazones de ceniza.

 

Los hombres viejos sacan al campo sus pecados,

Éste es su único trabajo.

Los sueltan durante el día, pasan el día olvidando,

y en la tarde salen a lazarlos

para dormir con ellos calentándose.

 

 

CANTO DE GUERRA DE LAS COSAS
Tradução e organização de Camilo Prado
Desterro, ASC: Edições  Nephlibata, 2008
(Edição de 50 exemplares)

 

(fragmentos)


Cuando lleguéis a viejos, respetaréis la piedra,

si es que llegáis a viejos,

si es que entonces quedó alguna piedra.

Vuestros hijos amarán al viejo cobre,

al hierro fiel.

Recibiréis a los antiguos metales en el seno de vuestras familias,

trataréis al noble plomo con la decencia que corresponde a su

carácter dulce;

os reconciliaréis con el zinc dándole un suave nombre;

con el bronce considerándolo como hermano del oro,

porque el oro no fue a la guerra por vosotros,

el oro se quedó, por vosotros, haciendo el papel de niño mimado,

vestido de terciopelo, arropado, protegido por el resentido acero...

Cuando lleguéis a viejos, respetaréis al oro,

si es que llegáis a viejos,

si es que entonces quedó algún oro.

 

El agua es la única eternidad de la sangre.

Su fuerza, hecha sangre. Su inquietud, hecha sangre.

Su violento anhelo de viento y cielo,

hecho sangre.

Mañana dirán que la sangre se hizo polvo,

mañana estará seca la sangre.

Ni sudor, ni lágrimas, ni orina

pondrán llenar el hueco del corazón varío.

 

(...)

 

Todos los ruidos del mundo forman un gran silencio.

Todos los hombres del mundo forman un solo espectro.

En medio de este dolor, ¡soldado!, queda tu puesto

vacío o lleno.

Las vidas de los que quedan están con huecos,

tienen vacíos completos,

como si se hubieran sacado bocados de carne de sus cuerpos.

Asómate a este boquete, a este que tengo en el pecho,

para ver cielos e infiernos.

Mira mi cabeza hendida por millares de agujeros:

a través brilla un sol blanco, a través un astro negro.

Toca mi mano, esta mano que ayer sostuvo un acero:

puedes pasar en el aire, a través de ella, tus dedos!

He aquí la ausenda del hombre, la ausenda de carne, miedo,

días, cosas, almas, fuego.

Todo se quedó en el tiempo. Todo se quemó allá lejos.

 

 

 

 

 

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS

Tradução de Antonio Miranda

 

 

Joaquín Pasos nasceu em 14 de maio de 1914, em |h Granada. Por volta de 1927, morando temporada riamente em Managua, e com apenas 14 anos de idade, impressionou José Coronel Urtecho e os poetas de vanguarda com seus versos, a partir daí incentivados e publicados por eles. Dois anos depois ingressaria no

grupo vanguardista, e passaria a residir na Nicaragua.

 

Com a rapidez e o fulgor de um messias, Joaquín Pasos tomou-se um nome de referencia na poesía hispano-americana. Anticlerical, antiamericano e satírico —

foi por isso mandado á prisáo varias vezes — publicou apenas em jomáis e revistas, sendo seus livros publicados postumamente.                    l

 

Seu Canto de guerra das coisas — escrito sob a sombra da situacáo política da Nicaragua e das noticias vindas da Europa sobre a segunda guerra mundial — é um

de seus últimos poemas, especie de escrito-testamento.

 

Joaquín faleceu em 20 de Janeiro de 1947, aos 32 anos, devido ao excesso de álcool.         Camilo Prado

 

 

            POEMA DE PÉ

 

Que atitude, que galharda pose original podemos ter

diante deste poema?

Eu te pergunto, Oh hábil desenhista de novos sorrisos!  a única

que pode oferecer-me um plano de cinco minutos a mais

conveniente arquitetura de meu gênio atual.

 

Diziam os sábios chineses da doce poesia

que o poeta ficava doente, com olheiras, depois do transe amar

e não faças que meu mal seja elaborado às custas de meu sangue

porque muito sangue foi desperdiçado ultimamente

         e andam escassos os peitos maternos.

 

Um poema sai a pé, e como é inédito, eu digo:

         Até que te veja acredito em ti,

pretendo primeiro, sacudir de cima de mim estas asas

que me desesperam,

vamos ver se botando toda esta plumagem

         fico com a ternura original do frango

ou ao menos com algo desse equilíbrio

         instável do que do riso,

tão pleno de emoção e de lágrimas como o cristal que já vai cair

         mas não cai, que não sabe que já vai cair.

 

 

 

OS VELHOS ÍNDIOS

 

Os homens velhos, bem velhos, estão sentados

junto de suas cabras, junto de seus pequenos e mansos animais.

Os homens velhos estão sentados junto ao rio

que sempre segue devagar.

Diante deles o ar detém a marcha,

o vento passa, contemplando-os,

roça-os com cuidado

para não desbaratar seus corações de cinza.

 

Os homens velhos levam ao campo seus pecados,

este é o único pecado deles.

Soltam-nos durante o dia, passam o dia esquecendo,

e pela tarde vão laçá-los

para depois dormir com eles, esquentando-se.

 

 

CANTO DE GUERRA DE LAS COSAS
Tradução e organização de Camilo Prado
Desterro, ASC: Edições  Nephlibata, 2008
(Edição de 50 exemplares)

 

(fragmentos)

 

Quando chegardes à velhice, respeitareis a pedra,

se é que chegareis á velhice,

se é que então restou alguma pedra.

Vossos filhos amarão o velho cobre,

o ferro fiel.

Recebereis os antigos metais no seio de vossas famílias,

tratareis o nobre chumbo com a decência que corresponde a seu

         caráter doce;                       

reconciliá-los-eis com o zinco dando-lhe um suave nome;

com o bronze considerando-o como irmão do ouro,

porque o ouro não foi á guerra por vós,

o ouro ficou, por vos, fazendo o papel de criança mimada,

vestida de veludo, agasalhada, protegida pelo ressentido aço...

Quando chegardes á velhice, respeitareis o ouro,

se é que chegareis á velhice,

se é que então restou algum ouro.

 

A água é a única eternidade do sangue.

Sua força, feita sangue. Sua inquietude, feita sangue.

Seu violento anseio de vento e céu,

feito sangue.

Amanhã dirão que o sangue fez-se pó,

amanhã estará seco o sangue.

Nem suor, riem lágrimas, nem urina

poderão encher o vão do coração vazio.

 

(...)

 

Todos os ruídos do mundo formam um grande silêncio.

Todos os homens do mundo formam um só espectro.

No meio desta dor, soldado! tica teu posto

vazio ou ocupado.

As vidas dos que ficam estão com vãos,

têm vazios completos,

como se tivessem arrancado bocados de carne de seus corpos.

Assoma-te a esta brecha, a esta que tenho no peito,

para ver céus e infernos.

Vê minha cabeça fendida por milhares de buracos:

através brilha um sol branco, através um astro negro.

Toca minha mão, esta mão que ontem susteve um aço:

podes passar no ar, através dela, teus dedos!

Eis aqui a ausência do homem, a ausência de carne, medo,

dias, coisas, almas, fogo.

Tudo parou no tempo. Tudo se queimou lá longe.

 

 

 

Página ampliada e repulicada em julho de 2009



Topo da Página Voltar à página da Nicaragua

 

 

 
 
 
Home Poetas de A a Z Indique este site Sobre A. Miranda Contato
counter create hit
Envie mensagem a webmaster@antoniomiranda.com.br sobre este site da Web.
Copyright © 2004 Antonio Miranda
 
Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Home Contato Página de música Click aqui para pesquisar