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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




SOR JUANA INÉS DE LA CRUZ  

San Miguel Nepantla, Estado do México, 1648 - 1695. 
Ao recopilar-se em Madri, em 1689, sua Inundación Castálida, 
foi consagrada como poetisa extraordinária.
- Mexicana, pai espanhol e mãe crioula, foi autodidata e aos 14 anos era já conhecida por seu saber e sua poesia. 
Ingressou na Ordem Carmelita e depois na Ordem Jerônima. Defendeu como poucos os direitos da mulher. 
Morreu de peste, contraída enquanto cuidava de suas irmãs religiosas.

TEXTO EN ESPAÑOL y/e TEXTO EM PORTUGUÊS
 Tradução de Anderson Braga Horta



AL QUE INGRATO ME DEJA, BUSCO AMANTE

Al que ingrato me deja, busco amante;
al que amante me sigue, dejo ingrata;
constante adoro a quien mi amor maltrata,
maltrato a quien mi amor busca constante.

Al que trato de amor hallo diamante,
y soy diamante al que de amor me trata,
triunfante quiero ver al que me mata
y mato al que me quiere ver triunfante.

Si a éste pago, padece mi deseo;
si ruego a aquél, mi pundonor enojo;
de entrambos modos infeliz me veo.

Pero yo por mejor partido escojo,
de quien no quiero, ser violento empleo,
que de quien no me quiere, vil despojo.



O QUE INGRATO ME DEIXA BUSCO AMANTE

Traduzido por Anderson Braga Horta

O que ingrato me deixa busco amante;
o que amante me segue deixo ingrata;
adoro fiel quem meu amor maltrata;
firo quem meu amor busca constante.

O que trato de amor, acho-o diamante,
e sou diamante ao que de amor me trata;
triunfante quero ver o que me mata,
e mato o que quer ver-me triunfante.

Se a este acedo, padece o meu desejo;
se rogo àquele, o pundonor enojo;
de ambos os modos infeliz me vejo.

Assim, prefiro, por menor antojo,
de quem não quero, ser cruel motejo
a, de quem não me queira, vil despojo.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



ESTE QUE VES, ENGAÑO COLORIDO

Este que ves, engaño colorido,
que del arte ostentando los primores,
con falsos silogismos de colores
es cauteloso engaño del sentido;

éste, en quien la lisonja ha pretendido
excusar de los años los horrores,
y venciendo del tiempo los rigores
triunfar de la vejez y del olvido,

es un vano artificio del cuidado,
es una flor al viento delicada,
es un resguardo inútil para el hado:

es una necia diligencia errada,
es un afán caduco y, bien mirado,
es cadáver, es polvo, es sombra, es nada.



ESTE, QUE VÊS, ENGANO COLORIDO

Traduzido por Anderson Braga Horta

Este, que vês, engano colorido,
que, ostentando das artes os primores,
com silogismos pérfidos de cores
é cauteloso engano dos sentidos;

este, em quem a lisonja pretendido
tem escusar dos anos os horrores,
e, ao tempo subjugando-lhe os rigores,
triunfar sobre a velhice e sobre o olvido,

é vazio artifício do cuidado,
é flor exposta ao vento, delicada,
é inútil resguardo contra o fado:

é apenas néscia diligência errada,
afã caduco, e, bem considerado,
é cadáver, é pó, é sombra, é nada.

Alternativa para os tercetos:

é vazio artifício do cuidado,
é flor exposta ao vento, delicada,
é inútil resguardo contra o fado:

é apenas néscia diligência errada,
afã caduco, e, bem considerado,
é cadáver, é pó, é sombra, é nada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





 



ARGUYE DE INCONSECUENTES EL GUSTO
Y LA CENSURA DE LOS HOMBRES QUE EN
LAS MUJERES ACUSAN LO QUE CAUSAN

Hombres necios que acusáis
a la mujer sin razón,
sin ver que sois la ocasión
de lo mismo que culpáis:

si con ansia sin igual
solicitáis su desdén,
¿por qué queréis que obren bien
si las incitáis al mal?

Combatís su resistencia
y luego, con gravedad,
decís que fue liviedad
lo que hizo la diligencia.

Parecer quiere el denuedo
de vuestro parecer loco
al niño que pone el coco
y luego le tiene miedo.

Queréis, con presunción necia,
hallar a la que buscáis,
para pretendida, Thais,
y en la posesión, Lucrecia.

¿Qué humor puede ser más raro
que el que, falto de consejo,
él mismo empaña el espejo,
y siente que no esté claro?

Con el favor y el desdén
tenéis condición igual,
quejándoos, se os tratan mal,
burlándoos, se os quieren bien.

Opinión, ninguna gana;
pues la que más se recata,
si no os admite, es ingrata,
y si os admite, es liviana.

Siempre tan necios andáis
que, con desigual nivel,
a una culpáis por crüel
y a otra por fácil culpáis.

¿Pues cómo ha de estar templada
la que vuestro amor pretende,
si la que es ingrata, ofende,
y la que es fácil, enfada?

Mas, entre el enfado y pena
que vuestro gusto refiere,
bien haya la que no os quiere
y quejaos en hora buena.

Dan vuestras amantes penas
a sus libertades alas,
y después de hacerlas malas
las queréis hallar muy buenas.

¿Cuál mayor culpa ha tenido
en una pasión errada:
la que cae de rogada,
o el que ruega de caído?

¿O cuál es más de culpar,
aunque cualquiera mal haga,
la que peca por la paga,
o el que paga por pecar?

Pues ¿para qué os espantáis
de la culpa que tenéis?
Queredlas cual las hacéis
o hacedlas cual las buscáis.

Dejad de solicitar,
y después, con más razón,
acusaréis la afición
de la que os fuere a rogar.

Bien con muchas armas fundo
que lidia vuestra arrogancia,
pues en promesa e instancia
juntáis diablo, carne y mundo.



ARGÚI DE INCONSEQÜENTES O GOSTO
E A CENSURA DOS HOMENS QUE NAS
MULHERES ACUSAM O QUE CAUSAM


Homens néscios que acusais
a mulher sem ter razão,
sem ver que sois a ocasião
daquilo de que as culpais:

se com ânsia sem igual
solicitais seu desdém,
por que quereis que ajam bem,
quando as incitais ao mal?

Guerreais-lhes a resistência
e logo, com gravidade,
dizeis que foi leviandade
o que fez a diligência.

Parecer quer o denodo
de vosso parecer louco
o menino que faz coco1
e fica a tremer-se todo.

Quereis, com presunção néscia,
achar a que perseguis,
se para noiva, Taís,
se para amante, Lucrécia.

Que humor pode ser mais raro
que o que, falto de conselho,
ele mesmo embaça o espelho
e clama por não ver claro?

Ante o favor e o desdém
tendes condição igual:
clamar, se vos tratam mal,
zombar, se vos querem bem.

Toda opinião sua é insana;
pois a que mais se recata,
se não vos admite, é ingrata,
se vos admite, é leviana.

Sempre tão néscios andais
que, com desigual nivel,
uma culpais por cruel,
outra por fácil culpais.

Como há de estar temperada
a que vosso amor pretende,
se a que é ingrata vos ofende,
se a que é fácil vos enfada?

Mas, entre o enfado e a pena
que vosso gosto refere,
bem haja a que não vos quere
e em boa hora vos condena.

As vossas amantes penas
dão-lhes aos seus vôos alas,
e depois de ruins torná-las,
querei-las boas pequenas.

Quem culpa maior tem tido
em uma paixão errada:
a que cai porque rogada
ou o que roga de caído?

Ou qual é mais de culpar,
se ostentam a mesma chaga,
a que peca pela paga,
ou o que paga por pecar?

Por que, pois, vos espantais
das culpas em que incorreis?
Querei-as qual as fazeis
ou fazei-as qual buscais.

Deixai de solicitar,
e depois, com mais razão,
acusareis a afeição
da que vos for suplicar.

Ah, com muitas armas fundo
que lida vossa arrogância,
pois em promessa e em instância
juntais diabo, carne e mundo.


1. O Grande Dicionário da Língua Portuguesa de Morais consigna, no verbete coco1: "Fazer cocos a alguém: causar-lhe medo, como às crianças." Segundo o Aurélio, coco é sinônimo (ant.) de papão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 



CUANDO MI ERROR CON TU VILEZA VEO

Cuando mi error con tu vileza veo
contemplo, Silvio, de mi amor errado,
cuán grave es la malicia del pecado,
cuán violenta la fuerza de un deseo.

A mi mesma memoria apenas creo
que pudiese caber en mi cuidado
la última línea de lo despreciado,
el término final de un mal empleo.

Yo bien quisiera, cuando llego a verte,
viendo mi infame amor, poder negarlo;
mas luego la razón justa me advierte

que sólo se remedia en publicarlo:
porque del gran delito de quererte,
sólo es bastante pena, confesarlo.



QUANDO MEU ERRO EM TEU OPRÓBRIO VEJO


Quando meu erro em teu opróbrio vejo,
contemplo, Sílvio, deste amor errado,
quão grave é a malícia do pecado,
quão violenta a força de um desejo.

Mal creio, e de lembrar-me ainda me pejo,
que pudesse caber em meu cuidado
o último degrau do desprezado,
o termo, enfim, de mal tomado ensejo.

Eu bem quisera, quando chego a ver-te,
vendo este infame amor, poder negá-lo;
porém logo a razão justa me adverte

de que só há remédio em publicá-lo:
porque do grão delito de querer-te
só é pena bastante o confessá-lo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



EN QUE SATISFACE UN RECELO
CON LA RETÓRICA DEL LLANTO

Esta tarde, mi bien, cuando te hablaba,
como en tu rostro y tus acciones vía
que con palabras no te persuadía,
que el corazón me vieses deseaba;

y Amor, que mis intentos ayudaba,
venció lo que imposible parecía:
pues entre el llanto, que el dolor vertía,
el corazón deshecho destilaba.

Baste ya de rigores, mi bien, baste;
no te atormenten más celos tiranos,
nio el vil recelo tu quietud contraste

con sombras necias, con indicios vanos,
pues ya en líquido humor viste y tocaste
mi corazón deshecho entre tus manos.



EM QUE SATISFAZ UM RECEIO
COM A RETÓRICA DO PRANTO

Esta tarde, meu bem, pois te falava
e no teu rosto e nos teus atos via
que com palavras não te persuadia,
que o coração me visses desejava;

e Amor, que meus intentos ajudava,
venceu o que impossível parecia:
pois entre o pranto meu, que a dor vertia,
o coração desfeito destilava.

Baste já de rigores, meu bem, baste;
não te atormentem mais zelos malsãos,
nem vil receio a calma te contraste

com sombras néscias, com indícios vãos,
que já em líquido humor viste e tocaste
meu coração desfeito em tuas mãos.

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

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