Fonte: www.literaturaguatemalteca.org
ENRIQUE NORIEGA
Nasceu na Guatemala em 1949. Dirigiu várias oficinas de poesia e publicou alguns livros sobre criação literária. Realizó estudios de Literatura en la USAC de Guatemala y en la UNAM de México.
Livros de poesia: Oh, banalidad (1975), Post actus (1960), La pasión según Judas (1990_), Libreta del centauro copulante (1994).
TEXTO EN ESPAÑOL / TEXTO EM PORTUGUÊS
COMO UM VIEJO OSO HORMIGUERO
Sabés darte por atrás mostrando
De entrada tu vasto campo de margaritas
N itus anttiguas estrias interfieren
Ni tu edad nunca sería tanta para romper
La borrasca de tu llamado
Sabés entregarte por atrás absorber con una
Sed insaciable la rigidez del sexo
Qué suaves son tus nalgas y abajo
Hacia las sábanas como entre espuma gime tu vulva
La fragilidad de tu cintura entonces
Se adueña de mis ojos
Ahí tu cuerpo fractura el movimiento
Y se llega al fondo de vos
Chapoteando como la quilla en la mar inquieta
Sin pensamiento alguno
Sin noción de tiempo
Y ya para después sólo a momentos te darás
Cuenta de mis piernas abrazantes
De mis labios de mi lengua de mi boca en la batalla
Próximos a un estertor a una involuntária contracción de piernas
Bajando o subiendo de tu preciado vientre hasta paralizarmos
He sido yo que como um Viejo Oso Hormiguero
Se há prendido a la dulzura viscosa de tu ostra
A aquel bullir de espumas que llamaba sin más
Hambre que la del deseo consumado
Post actusd
Quedarás en reposo hacia el silencio
Junto a tus lábios mi sexo derramado y viendo
Com la mirada de un animal muerto
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TEXTO EM PORTUGUÊS
Tradução de Antonio Miranda
COMO UM VELHO URSO FORMIGUEIRO
Sabes dar por atrás mostrando
De entrada teu vasto campo de margaridas
Nem tuas antigas estrias interferem
Nem tua idade jamais seria tanta para romper
a borrasca de teu chamamento
Sabes entregar-te por atrás absorver com uma
Sede insaciável a rigidez do sexo
Que suaves são tuas nádegas e embaixo
Dos lençóis como entre espuma geme tua vulva
A fragilidade de tua cintura então
Toma posse dos meus olhos
Aí teu corpo fratura o movimento
E chega até as tuas entranhas
Umedecendo como a quilha do mar inquieto
Sem pensamento algum
Sem noção de tempo
E no sucessivo apenas por momento te darás
Conta de minhas pernas envolventes
De meus lábios de minha língua de minha boca na luta
Próximos de um estertor a uma involuntária contração de pernas
Descendo ou subindo de teu desejado ventre até paralisarmos
Venho sendo como um Velho Urso Formigueiro
Atraído pela doçura viscosa de tua ostra
Àquele ferver de espumas que clamava sem mais
Fome do que o prazer consumado
Post actus
Restarás em repouso até o silêncio
Junto de teus lábios meu sexo estirado e vendo
Com o olhar de um animal abatido
Página publicada em novembro de 2008
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