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POESIA ESPAÑOLA

Coordinación de AURORA CUEVAS


PEDRO SEVYLLA

 

PEDRO SEVYLLA

 

 

Pedro Sevylla de Juana nasceu em Valdepero (Palencia), na Espanha, em Março de 1946. Desejoso de resolver as incógnitas da existência, começou a ler livros aos onze anos. Para explicar suas razões, aos doze se iniciou na escritura. Viveu em Palencia, Valhadolid, Barcelona e Madrid; passando temporadas em Genebra, Estoril, Tânger, Paris e Ámsterdan. Publicitário, conferencista, articulista, poeta, ensaísta e narrador; publicou dezassete livros. Reside em El Escorial, dedicado por inteiro a suas afeições mais arraigadas: viver, ler e escrever.

Página do autor:  www.sevylla.com   Contato: valdepero@hotmail.com

 

 

TEXTOS EN PORTUGUÊS
Traduções do Autor

 

 

Da igualdade entre os homens

 

 Pedro Sevylla de Juana

 

Nos remotos tempos, o Deus das Colheitas,

quando ainda não existia a espécie humana,

de cada região desabitada da Terra

recolheu o grão cereal que cultivava.

 

Somou arroz, trigo e aveia,

milho e sorgo uniu ao centeio,

sementes de todas procedências,

levou ao moinho mais de cento;

farinha tamisada em uniforme mescla,

amassada e submetida a vivo fogo,

até torrar bem a camada externa.

 

Do resultante pão recém cozido,

um pedaço retornou a cada comarca,

do qual provém o homem primitivo:

igual composição, distinta estampa.

 

Seja face o homem ou seja costas,

rígida crosta ou suave miga,

a cor é o único que troca,

a substância humana não varia.

                   *

O homem e a fome

 

Fome,

fome,

fome;

duas sílabas apenas

e rompem o fluir do homem.

 

Agente ou paciente

aprofundam a cisão do homem

apagam os caminhos do homem

dessangram o coração do homem

afogam o respiro do homem.

 

Tão só duas sílabas e desdizem

diminuem

invalidam

desautorizam, rejeitam

anulam

negam ao homem.

 

 

 

Página publicada em fevereiro de 2009.  


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