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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

POESIA ESPAÑOLA
Coordinación de AURORA CUEVAS CERVERÓ

MIGUEL HERNÁNDEZ
MIGUEL HERNÁNDEZ

 

Miguel Hernández Gilabert (Orihuela, Alicante, Espanha, 30 de outubro de 1910 - Alicante, 28 de março de 1942) foi um poeta e dramaturgo espanhol. Apesar de vir de uma família pobre e ter tido pouca educação formal, publicou seu primeiro livro de poesias aos vinte e três anos de idade e obteve considerável fama antes de sua morte.

 

TEXTO EN ESPAÑOL      /     TEXTO EM PORTUGUÊS

 

EL RAYO QUE NO CESA

Un carnívoro cuchillo
de ala dulce y homicida
sostiene un vuelo y un brillo
alrededor de mi vida.

Rayo de metal crispado
fulgentemente caido,
picotea mi costado
y hace en él un triste nido.

Mi sien, florido balcón
de mis edades tempranas,
negra está, y mi corazón
y mi corazón con canas.

Tal es la mala virtud
del rayo que me rodea,
que voy a mi juventud
como luna a la aldea.

¿Recojo con las pestañas
mi perdición a buscar?
Tu destino es de la playa
y mi vocación del mar.

Descansar de esta labor
de  huracán, amor o infierno
no es posible, y el dolor
me hará mi pesar eterno.

Pero al fin podré vencerte,
ave y rayo secular,
corazón, que de la muerte
nadie ha de hacerme dudar.

Sigue, pues, sigue cuchillo,
volando, hiriendo. Algún día
se pondrá el tiempo amarillo
sobre mi fotografía.

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TEXTO EM PORTUGUÊS


O RAIO QUE NÃO CESSA

       Tradução de Mario Faustino

Um carnívoro punhal
De suave asa homicida
Mantém seu vôo e seu brilho
Em redor de minha vida.

RaIo d emetal crispado,
Faiscantemente caído,
Esporeia meu costado
Onde faz seu triste ninho.

Minha têmporas, janelas
Floridas da mocidade,
Estão negras e, com elas,
As cãs de meu coração.

Tão malvada é a natureza
Do raio que me esporeia
Que vejo meus verdes anos
Como a lua vê a aldeia.

Recolho nestas pestanas
O sol da alma e do olho,
Flores de teia de aranha
De minhas tristezas colho.

Aonde irei que não vá
A perdição me buscar?
Teu fado é de praia e minha
Vocação é a do mar.

Descansar desta labuta
De tufão, de amor, de inferno
É impossível, e a dor
Fará meu pesar eterno.

Mas no fim te vencerei,
Ave, aio secular,
Coração, porque da morte
Ninguém me faz duvidar.

Anda , pois, anda, punhal
Voa, fere, que algum dia
Montarás, tempo amarelo,
Em minha fotografia.

 

HERNÁNDEZ, Miguel.  Sangre a sangre. Antologia poética.  Tradução: Carlos Augusto Andêde Nougué, Francisco César Manhães Monteiro, Helena Ferreira.  Rio de Janeiro:Leviatã Publicações Ltda,/ Emabajada de España, Consejería de Educación, 1992.    127 p

 

Perito en lunas

III

¡A la gloria, a la gloria toreadores!
La hora es de mi luna menos cuarto.
Émulos imprudentes del lagarto,
magnificaos el lomo de colores.
Por el arco, contra los picadores,
del cuerno, flecha, a dispararme parto.
 ¡A la gloria, si yo ante no os ancoro
— golfo de arena —, en mis bigotes de oro!

 

                    À glória, ide à glória toureadores!
                    A hora é de mina lua menos quarto.
                    Êmulos imprudentes do lagarto,
                    adornai-vos o dorso de mil cores.
                    Pelo arco, em direção aos picadores,
                    do chifre, flecha, a disparar-me parto.
                    À glória, se antes eu não vos ancoro
                    — golfo de areia —, em meus bigodes de
ouro!

 

XIV

Blando narciso por obligación.
Frente a su imagen siempre, espumas pinta,
y en el mineral lado del salón
una idea de mar fulge distinta.
Si no esquileo en campo de jabón,
hace rayas, con gracia, mas sin tinta:
y al fin, con el pulgar en ejercicio,
lo que le sobra anula del oficio.


                    Branco narciso por obrigação,
                    frente à sua imagen sempre, espumas pinta,
                    e no mineral lado do salão
                    uma ideia de mar fulge distinta.
                    Se não tosquia em campo de sabão,
                    traça linhas, com graça, mas sem tinta:
                    no fim, com o polegar em exercício,
                    o que lhe sobra anula o do ofício.
        

 

 

El rayo que no cesa

          23
         

          Como el toro he nacido para el luto
          y el dolor, como el toro estoy marcado
          por un hierro infernal en el costado
          y por varón en la ingle con un fruto.

          Como el toro lo encuentro diminuto
          todo mi corazón desmesurado,
          y del rostro del beso enamorado,
          como el toro a tu amor se lo disputo.

          Como el toro me crezco en el castigo,
          la lengua en corazón tengo bañada
          y llevo al cuello un vendaval sonoro.

          Como el toro te sigo y te persigo
          y dejas mi deseo en una espada,
          como el toro burlado, como el toro.


                    Como o touro eu nasci só para o luto,
                    para a dor, como o touro estou marcado
                    por um ferro infernal em meu costado
                    e, varão, na virilha com um fruto.

                    Como o touro percebe diminuto
                    tudo o meu coração desmesurado,
                    e do rosto do beijo enamorado,
                    tal como o touro o teu amor disputo.

                    Como o touro recresço no castigo,
                    a língua em coração tenho banhada,
                    levo na gorja um vendaval sonoro.

                    Como o touro te sigo e te persigo,
                    e deixas meu desejo em uma espada,
                    como o touro burlado, como o touro.

 


 
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