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POESÍA ESPAÑOLA / POESIA ESPANHOLA

Coordinación/coordenacão de AURORA CUEVAS CERVERÓ

 

ALVARO TATO

Fonte: www.cervantesvirtual.com

 ALVARO TATO


Nació en Madrid en 1978, licenciado en Filología Hispánica. Ganador del Prémio Hiperión de Poesia 2007 con el libro Cara máscara. Participa del grupo de poesia, teatro y música “Ron Lalá”.


TEXTOS EM ESPAÑOL    /   TEXTOS EM PORTUGUÊS
Tradução de Antonio Miranda

 

BLASÓN

Biblioteca otoñal, casi vacía,
sumida a fondo en la tarde dorada.
Y entre la trama turbia de los libros
Bronwyn, la que renace de las aguas.

Como un milagro rubio, como un beso,
como un silencio sitiado por palabras.
Como una trampa. Lee. Secreta Dánae,
Bronwyn, la que renace de las aguas.

Alza los ojos sobre tomos muertos.
Paso por ese azul como una página.
Vuelve a su vida hermosa, impresa. Ulrika,
Bronwyn, la que renace de las aguas.

Y es ella. Y es allí. Y es Ella sola,
casi real, apenas literária.
Daena, Carmen, Forstth o Shekina,
Bronwyn, la que renace de las aguas.


         BRASÃO

         Biblioteca invernal, quase vazia,
         metida no fundo de uma tarde domada.
         E dentro do enredo turvo dos livros
         Bronwyn, a que renasce das águas.

         Como um milagre rubro como um beijo,
         um silêncio sitiado pelas palavras.
         Como um ardil. Lê. Secreta Dánae,
         Bronwyn, a que renasce das águas.

Ergue os olhos sobre tomos mortos.
Passo por esse azul como uma página.
Volta à sua vida bela, impressa. Ulrika,
Bronwyn, a que renasce das águas.

         E é ela. E é ali. É ela sozinha,
         quase real, somente literária.
         Daena, Carmem, Forsythe ou Shekina,
         Bronwyn, a que renasce das águas.



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SOLEÁ

Soledad tengo de mi.

Busco en el espejo roto.
Sólo quedan los añicos,
la mirada de los otros.

Busco en mis palabras viejas.
La voz, como la guitarra,
suena por el alma hueca.

Busco desde que nací.
No encuentro lo que seré
y he perdido lo que fui.

Soledad tengo de mi.


SOLEÁ*


Saudade tenho de mim.

Busco no espelho quebrado.
Restam apenas cacos,
o olhar alheio.

Busco nas velhas palavras
A voz, como a guitarra,
soa pela alma oca.

Busco desde que nasci.
Não encontro o que serei
e já perdi o que eu fui.

Saudade tenho de mim.

            *tipo de dança andaluza.

Página publicada em dezembro de 2009


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