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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

GASTON BAQUERO

(1918 - 1997)

 

 

Surgiu na poesia cubana na década de quarenta, integrado ao grupo Orígenes, em cujo âmbito publicou seus primeiros livros: Poemas (1942) e Saúl sobre la espada (1942). Ensaísta e jornalista, radicado na Espanha desde 1959, foi ganhando espaço dentro da lírica em língua espanhola por sua poesia conceitual, cheia de referências culturais.

 

Gastón Baquero foi chefe de reda­ção do Diario de la Marina, jornal da direita cubana. Seus outros livros conheci­dos são Poemas escritos en España (1960), Memorial de un testigo (1966) e Magias e invenciones (1984). Neste último reúne o melhor de sua obra poética que o situa entre as principais figuras da lírica cubana deste século. Seu último livro foi Poemas invisibles (1991).               Virgilio López Lemus 

 

 

TEXTOS EM ESPAÑOL  / TEXTOS EM PORTUGUÊS

 

 

EL HEROE

 

El héroe pasó su vida a caballo.

Su esposa misma creía que él era un Centauro.

Sus hijos creyeron siempre que su padre era un Centauro .

Sus compañeros de armas le llamaban el Centauro.

Pues nadie, nunca, le había visto sino a caballo.

Montado día y noche, ano tras ano, cabalgando en su caballo,

 como un Centauro.

 

El héroe llegó a viejo y nunca descendió de su caballo.

“Es el Centauro” decían los nuevos soldados, con envidia.

“Es el Centauro”, decían tas novias llenas de pena por sus años.

Pero el viejo héroe se mantenía erguido en su caballo,

y nadie pudo nunca, ni por dormir ni por nada,

verle descendido de su hermoso caballo de pelea,

como un Centauro.

 

Y el héroe un día aceptó, él también, morir, pero a caballo.

Fue llevado a su tumba encima de su caballo, como viviera,

pues ni aún después de muerto quiso dimitir de su existencia.

 

Y ahora seguimos viéndole, en medio de la plaza, heroico,

en ese monumento que niños y palomas toman por viviente.

Erguido está en su caballo, el héroe de siempre, aquel Centauro.

Cuyos hijos no le vieron sino a caballo, cuya esposa misma

no llegó a enterarse nunca si aquel a quien amaba

era un hombre a caballo, o era un Centauro.

 

1965

(De: Magias e invenciones, 1984)

 

 

 

NOCTURNO LUMINOSO

 

Music I heard with you was more than music,

and bread I broke with you was more than bread.

CONRAD AIKEN

 

Como un mapa pintado de violento amarillo sobre una pared gris,

como una mariposa aparecida de súbito en medio de los niños en el aula,

inesperadamente así,

cuando es más noche la noche de los ciegos extraviados en el laberinto,

puede aparecer de pronto una figura humana que sea como un cirio

dulcemente encendido,

como el sol personal, o como el recuerdo de que hay también estrellas y hermosura,

y algo bello cantando todavía entre las viejas venas de la tierra.

 

Como un mapa o como una mariposa que se queda adherida en un espejo,

la dulce piel invade e ilumina las praderas oscuras del corazón;

inesperadamente así, como la centella o el árbol florecido,

esa piel luminosa es de pronto el adorno más bello de una vida,

es la respuesta pedida largamente a la impenetrable noche:

una llama de oro, un resplandor que vence a todo abismo,

un misterioso acompañamiento que impide la tristeza.

 

Como un mapa o como una mariposa así de simple es amar,

iAdiós a las sombras, a tos días ahogados de hastío, al girovagar la Nada!

Amar es ver en otra persona el cirio encendido, el sol manuable y personal

que nos toma de la mano como a un ciego perdido entre lo oscuro,

y va iluminándonos por el largo y tormentoso túnel de tos días,

cada vez más radiante,

hasta que no vemos nada de lo tenebroso antiguo,

y todo es una música asentada, y un deleite callado,

excepcionalmente feliz y doloroso a un tiempo,

tan niño enajenado que no se atreve a abrir tos ojos, ni a pronunciar una palabra,

por miedo a que la luz desaparezca, y ruede a tierra el cirio,

y todo vuelva a ser noche en derredor

la noche interminable de los ciegos.

 

 

 

Extraídos de VINTE POETAS CUBANOS DO SÉCULO XX; seleção, prefácio e notas de Virgilio López Lemus. Trad. Alai Garcia Diniz, Luizete Guimarães Barros.  Florianópolis:Editora de UFSC, 1995. 

 

 

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS

Traduções de

Alai Garcia Diniz e Luizete Guimarães Barros 

 

 

 O HERÓI

 

o herói passou sua vida a cavalo.

Até sua esposa achava que ele era um Centauro.

Seus filhos sempre achavam que seu pai era um Centauro.

Seus companheiros de armas o chamavam de Centauro.

Porque ninguém nunca o havia visto senão a cavalo.

Montado dia e noite, ano após ano, cavalgando em seu cavalo,

como um Centauro.

 

O herói chegou à velhice e nunca desceu de seu cavalo.

''É o Centauro", diziam os novos soldados, com inveja.

''É o Centauro", diziam as namoradas cheias de pena por sua idade.

Mas o velho herói se mantinha erguido em seu cavalo,

e ninguém nunca pôde nem pra dormir nem pra nada,

vê-lo desmontado de seu formoso cavalo de batalha,

 como um Centauro.

 

E o herói um dia aceitou, ele também, morrer, mas a cavalo.

Foi levado a sua tumba em cima de seu cavalo, como vivera,

pois nem mesmo depois de morto quis abdicar da sua existência.

 

E agora continuamos a vê-lo, no meio da praça, heróico,

nesse monumento que crianças e pombas acham que é vivo.

Erguido está em seu cavalo, o herói de sempre, aquele Centauro.

Cujos filhos não o viram senão a cavalo, cuja própria esposa

não chegou nunca a saber se aquele a quem amava

era um homem a cavalo, ou era um Centauro.

 

1965

(De: Magias e invenciones, 1984)

 

 

 

NOTURNO ILUMINADO

 

Music I heard with you was more than music,

and bread I broke with you was more than bread.

CONRAD AIKEN

 

Como um mapa pintado de amarelo berrante sobre uma parede cinza,

como uma borboleta que aparece de súbito no meio das crianças na classe,

assim inesperadamente

quando é mais noite a noite dos cegos extraviados no labirinto,

pode aparecer de repente uma figura humana que seja como

um círio docemente aceso,

como o sol pessoal, ou como a lembrança de que há também estrelas e formosura,

e algo belo ainda cantando entre as velhas veias da terra.

 

Como um mapa ou como uma borboleta aderida a um espelho,

a doce pele invade e ilumina as pradarias escuras do coração;

assim inesperadamente, como a centelha ou a árvore florida,

a pele luminosa é de repente o adorno mais belo de uma vida,

é a resposta pedida largamente à impenetrável noite:

uma chama de ouro, um resplendor que vence todo abismo,

um misterioso acompanhamento que impede a tristeza.

 

Como um mapa ou como uma borboleta assim tão simples é amar,

Adeus às sombras, aos dias afogados no tédio, a perambular no Nada!

Amar é ver em outra pessoa o círio aceso, o sol manejável e pessoal

que nos toma pela mão como um cego perdido no escuro,

e vai nos iluminando pelo longo e atormentado túnel dos dias,

cada vez mais radiante,

até que não vemos nada do passado tenebroso,

e tudo é uma música afinada, e um deleite calado,

excepcionalmente feliz e doloroso ao mesmo tempo,

tão criança alienada que não se atreve a abrir os olhos, nem a pronunciar uma palavra,

com medo de que a luz desapareça, e o círio caia por terra,

e tudo volte a ser noite ao redor

a noite interminável dos cegos.

 

 

 

Extraídos de VINTE POETAS CUBANOS DO SÉCULO XX; seleção, prefácio e notas de Virgilio López Lemus. Trad. Alai Garcia Diniz, Luizete Guimarães Barros.  Florianópolis:Editora de UFSC, 1995. 

 



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