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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LUIS FERNANDO AFANADOR


LUIS FERNANDO AFANADOR


Abogado con maestría en literatura. Fue catedrático en las universidades Javeriana y de los Andes.

Codirigió el programa Librovia de la Alcaldía Mayor de Bogotá y fue editor de Semana Libros. Ha publicado Julio Ramon Ribeyro,un clésico marginal (ensayo, 1990); Extraño fue vivir(poesía, 2003); Tolouse-Lautrec, la obsesión por la belleza (biografia, 2004) y La tierra es nuestro reino (antologia de su poesía, 2008). Poemas suyos han

aparecido en diversas antologias y en 1996 fue finalista en el Premio Nacional de Poesia. Dirige el portal de cine www.ochoymedio.info.

 

TEXTOS EN ESPAÑOL     /     TEXTOS EM PORTUGUÊS

De
AMOR EN LA TARDE
Bogotá: Grupo Editorial Norma, 2009
 (La otra orilla)

 

EL ESTRANJERO

Desde tu ventana ves pasar a una família que va a misa
Es outro mediodía caluroso y monótono em Argel

En un instante has entendido todo: estás afuera
Nunca podrás tomar em serio
El espectáculo del mundo


BLOW UP

Unos mimos juegan un partido de tenis
Sin raqueta
Con una bola imaginaria

Si confías poço a poco irás viendo
El sentido de los movimientos
Su hermosura

Escucharás los golpes
Y haras parte del juego

No es tan difícil
Sirve


EL IMPERIO DE LOS SENTIDOS


No abras todas las puertas
No busques la felicidad

Sufre y reposa

Sé también mi amiga


ESE OSCURO OBJETO DEL DESEO

Mi gozo es la tortura de esperar

Te acaricio beso tus labios
Toco tus piernas y tus pechos

Nunca serás mia

Hay un velo de sangre entre los dos
Y yo cargo um costal a mis espaldas


GRITOS Y SUSURROS

Las familias guardan
Em cada familia hay un crimen y una culpa
Sé buen miembro de familia
Calla


LA NOCHE DE LA IGUANA

Vendrá la noche
En que los demonios se aquieten

Con paciencia
Sin engaños
La desesperación llegará a su fin

Solo hay que resistir


MI TÍO

Ser pasajero de tercera
En el viejo y último vagón
De un confortable tren
Que va directo hacia el abismo

 

AMARCORD

 

En toda infancia hay una mujer perturbadora

Amigos cómplices

Un cura lascivo

Una familia odiada

Profesores ridículos

Entrañables

Padres desatinados

Autoridades lamentables

Plazas

Estaciones

 

Nada extraordinario

Pero todo tan bello

Tan grandioso

A la luz de los recuerdos

Que un trasatlántico

De repente

Puede iluminar la noche

Mas que las estrellas

 

Pobre de aquel

Que no hizo de su infancia

Una leyenda

 

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                            TEXTOS EM PORTUGUÊS
                                               Tradução de Antonio Miranda

 

O ESTRANGEIRO

De tua janela vês passar uma família que vai à missa
É mais um meio-dia quente e monótono em Argel

De repente entendeste tudo: está por fora
Nunca poderás levar a sério
O espetáculo do mundo


BLOW UP

Uns mímicos jogam uma partida de tênis
Sem raquetes
Com uma bola imaginária

Se confias pouco a pouco irás percebendo
O sentido dos movimentos
Sua beleza
Escutarás os golpes
E participarás do jogo

Não é tão difícil
Serve


O IMPÉRIO DOS SENTIDOS

Não abras todas as portas
Não busques a felicidade

Sofre e repousa

E sejas amiga minha


O ESTRANHO OBJETO DO DESEJO


Meu prazer é a tortura de esperar

Te acaricio beijo teus lábios
Toco tuas pernas e teus seios

Nunca serás minha

Há um véu de sangue entre os dois
E eu carrego um fardo nas costas


GRITOS E SUSSURROS

As família guardam um cadáver enterrado
Em cada família tem um crime e uma culpa
Seja um bom membro de família
Cala


A NOITE DO IGUANA

Virá a noite
Em que os demônios se aquietem

Com paciência
Sem enganos
O desespero chegará a seu fim

Resta apenas resistir


MEU TIO

Ser passageiro de terceira
No velho e derradeiro vagão
De um confortável trem
Que vai direto para o abismo


AMARCORD

Em qualquer infância em uma mulher perturbadora
Amigos cúmplices
Um padre lascivo
Uma família odiada
Professores ridículos
Memoráveis
Pais desvairados
Autoridades lamentáveis
Praças
Estações

Nada de extraordinário
Mas tudo tão belo
Tão grandioso
À luz de lembranças
que um transatlântico
De repente
Consegue iluminar a noite
Mais do que as estrelas

Pobre daquele
que não transformou sua infância
numa lenda

 

 

Página publicada em setembro de 2009

 

 

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