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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


WILMAR SILVA

 

 

Nasceu em Rio Paranaíba (MG), em 30 de abril de 1965. Encontra-se em Belo Horizonte desde 1986. Poeta, ator, dramaturgo, performer. Curador do projeto Terças Poéticas, que já entrevistou diversos poemas. As entrevistas estão publicadas na revista Germina.

 

Andou pelo Triângulo Mineiro, onde fez artes cênicas, criando e produzindo espetáculos em coletivo, encenou O Auto da Compadecida e quase toda Maria Clara Machado, além de Plínio Marcos e textos de primeira água do próprio autor, que estreou com Lágrimas & Orgasmos, 1986, lançado na Biblioteca Pública Luiz de Bessa, BH, MG. Poemas publicados em revistas e suplementos no Brasil e no exterior, Portugal, Itália, França, com traduções ao espanhol, italiano e francês. Encenou performances com pesquisa de linguagem física sonora: Pardal de Rapina, Desmarcado, Afrorimbaudelia, Solo a Solo, Subida ao Paraíso, Ais etc. Criou em 2002 em Belo Horizonte a Anome Livros, destinada a publicações de todos os gêneros e exercícios com a palavra e o papel. Poemas musicados, interpretados e gravados por Jorge Dissonância, Reynaldo Bessa, Anand Rao etc. Curador do projeto de poesia Terças Poéticas, da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, parceria Suplemento Literário e Fundação Clóvis Salgado, nascido a 05 de julho de 2005 nos jardins internos do Palácio das Artes. Organizou o catálogo/antologia Terças Poéticas: jardins internos, lançado em 12 de dezembro de 2006, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

 

Bibliografia: Moinho de Flechas, 1994, prêmio Jorge de Lima de poesia da União Brasileira de Escritores , RJ; Solo de Colibri, 1997, prêmio Blocos de Poesia, RJ; Arranjos de Pássaros e Flores, 2002, finalista Concurso Nacional Cidade de Belo Horizonte; Cachaprego, 2004, prêmio Sociedade de Cultura Latina do Brasil; o último, Estilhaços no Lago de Púrpura, 2006, 2a edição em 2007; além do estranho (na denominação do autor) Anu, 2001, que tem poemas no Museu da Língua Portuguesa, SP. Participou das seguintes antologias: Antologia da Nova Poesia Brasileira, org. Olga Savary; A Poesia Mineira no Século XX, org. Assis Brasil; Fenda - 16 Poetas Vivos, org. Anelito de Oliveira; Pelada Poética, org. Mário Alex Rosa, etc. Organizou a antologia O Achamento de Portuga", Anome Livros, 2005.

 

Os desdobramentos neo-barrocos de Wilmar Silva expõem descrições fraturadas oriundas de muitas tradições, desde cânones que inclusive evocam para si cantares medievais, a rupturas imprescindíveis com as vanguardas históricas, em função da sobrevivência da própria poesia.                                               Márcio Almeida

 

Página organizada por Salomão Sousa para o Portal de Poesia Ibero-americana.

 

Veja também: WILMAR SILVA - POESIA VISUAL
 

 TEXTOS EN ESPAÑOL  /  TEXTOS EM PORTUGUÊS 

 

cólera

sem dúvida essa fadiga que entardece
é mais forte do que o vento
o vento que não é da família dos chacais
e me procura com uma lente invisível

o vento que racha as paredes
e atravessa a pintura

o vento que atravessa a pintura
e diz que os decibéis
das flores que lhe oferto
estão em anomalia

 

 

TURVAÇÃO

 

o homem sórdido não é feito

de palha e milho — colchões de catre sim

são de palha capim e paina

madeira desenhada a nós

 

mas o homem sórdido é sorumbático

até o fundo vertiginoso da alma

não toma banho

apenas as mãos os olhos os pés

lava antes do sono

 

o homem sórdido espantou avoantes

dormiu no pomar e ficou silvestre

e não coloriu as íris de arco-

íris

 

 

flauta agreste XII


anoiteço e uivos dentro dos ouvidos
onde as corujas delatam os invasores
as axilas plenas de suor calor e deserto
rasgam-me a pele até o incêndio
caço teu corpo misturado de verdes coágulos
e receio não alçá-lo antes do amanhecer

emendarei os meus dedos aos teus
e calarei teus gemidos com os meus gestos
a noite é um segredo e estás dentro dele

 

 

Salmos verdes

e depois de bater a laje vem esse temporal
e depois desse temporal vem os pés sobre a laje
sobre a laje os olhos a verter águas de arco-íris
e cristalino sobre a laje
as íris as membranas as retinas as imagens
os olhos de lince para o lince olhar a laje
os estragos da chuva na laje
e depois a laje pisada e vista
a laje meio a meio e virgem a laje
a laje para o cume
o cume da laje para o meu pássaro rouxinol
sim a casa para a chuva a constelação de sóis e luas e estrelas

a colheita de canários
e o plantio das palmas e plantas

 

 

manás

 

cão raiva na boca

cão raiva nos olho

s cão raiva no nariz

cão raiva nas orelha

s cão raiva nas axila

s cão raiva no umbigo

cão raiva nas virilha

s cão raiva no pau

 

cães raivam no cu

fuck you fuck you fuck you

 

 

atlas 

nem one nem um nem eins nas mãos

nem two nem dois nem zwei nos pés

nem three nem três nem drei nos pés

nem four nem quatro nem vier nos pés

nem five nem cinco nem fünf nos pés

nem six nem seis nem sechs nos pés

nem seven nem sete nem sieben nos pés

nem eight nem oito nem acht nos pés

nem nine nem nove nem neun nos pés

nem ten nem dez nem zehn nos pés

cem eleven cem onze cem elf mil mãos cem mil pés

 

 

Brazil Brasil Brasilien 

 

 

TEXTOS EN ESPAÑOL

 

 

EL MISERABLE

 

Tradução de Teresinka Pereira

 

 

A todos pudiera yo escribir los poemas

Como si escribiera Ladrillos Paredes Fuego Camas

Tejidos Los cuerpos que viven Las casas

Donde caminan los cuerpos y paran como si fueran

La mesa El campo de arrojamiento Las bocas

Que hablan Las palabras más calientes y También

Las más frías A todos yo pudiera escribir

Los poemas inviolables a extraños mundos

Aun mismo que fuera a ti La miserable Yo

Pudiera escribir los poemas La palabra casa

Que fuera más que casa piernas caminando allá

Adentro Rudas como Las piedras líquidas

Que evaporan A todos yo pudiera escribir

Los poemas y después abandonarme

 

 

 

CELADA

 

Tradução inédita por Ana Esteves

 

flauta agreste I

 

esculpo mi boca dentro de tus oídos

donde ninfas y duendes acometen el sueño

recorren la senda del vértigo y viven

al borde del camino tragándose el polvo verde

los colores que quedaron de la última fiesta campestre

bichos y leyendas en el erial de los seres

 

la mirada de cibeles rompiendo tu abandono

cansada de tanto cuidar los campos

de cereales y el ganado que se ha perdido

 

 

flauta agreste II

 

curvo mis ojos y deshojo los dioses

encuentro en la crecida el pico sibilante

de un pájaro que viene de muy lejos

volando en esta primavera donde nacen

floraciones tan impias que no me callan

pétalos que se arbolan ante el encanto del sol

 

gasto mi tiempo mirando a ese pájaro

en el crepúsculo donde hadas hielan en el invierno

insomnes anhelantes y húmedas por mí

 

 

flauta agreste III

 

canto esta quimera como el que se desnuda

y desnudo alza la godiva de la fantasía

desaguo mi cuerpo en busca del tuyo

febril y descalzo mi olfato es el de un lobo

y el bosque y la selva entre árboles la celada

aun de lejos es a ti a quien espero

 

anhelo una noche y reverdezco entre ramajes

mi disfraz es ser camaleón el bicho delicado

y picar tu sexo con mis tentáculos.

 

 

flauta agreste IV

 

desparramo abejas y avispas entre brumas

un reptil de puro veneno para espantar

a aquel que venga contigo a cantarme

llevo a un tigre atado a mi piel

para asustar a ese cómplice siempre noctívago

que te persigue por la noche adentro

 

dibujo en mis manos el rumbo de las saetas

que irán a clavarse en el corazón de tu amante

sí yo seré el bálsamo y echaré los dardos.

 

 

flauta agreste V

 

guardo ahora la sombra de la luna y del miedo

nubes que orlan ojos y cabellos

difumino la legión de andariegos que me cazan

soy pájaro y las penas de zafiro y rubí

errante y de músculos viriles trazo

ese amor tan doliente que me estrangula

 

mis labios los pinto de carmín

y se me olvida mi orquidáceo en tu lengua

seré más o seré menos basta con el opio

 

 

flauta agreste VI

 

rocío las manzanas maduradas de rojo

y ofrezco fálicas amapolas que matan

jadeante en tu motín armo orgías y festín

deslumbrado por ti mi avícola es ave

en tu erial el esbozo es un salto de áspide

árido pero a la espera de que humedezca

 

el clima que invento es más que rumiar

es una matanza una carnaza es una venganza

donde medra mi pánico todo un vándalo

 

 

flauta agreste VII

 

vacío entre eclipses mis ojos de jade

escamas y cactus en mi boca mi sexo

la ofrenda yo la perfilo y amarillo

de tanto mirar tu cuerpo primavera

tus músculos que sudan vierten fisgonean

tus ancas donde ahogo mi insania

 

tus muslos que ventean en mis labios y cilios

el susto el culminar en vendimia la vigilia

y todo el ardor ensenada de montañas

 

 

flauta agreste VIII

 

habito la misma noche que habitas

como del mismo pasto que rumías

pero soy todo insomnio y amalgama de hiedras

deseo apenas adivinar qué escondes

oír cómo respiras y las pausas

que tanto me crispan de hielo y pasión

 

la noche en que dormimos tiene una constelación

ella adorna tu semblante y recrea en mí

ese miedo visceral de entregarme

 

 

flauta agreste IX

 

llevo árboles flotantes sobre veredas

hacia lo hondo de la memoria donde guarezco

deidades  el hambre y la sed por ti

no esta hambre cotidiana de cada ser viviente

sino el hambre que es llanto rito fijación

hambre de amor hambre de carnes hambre de comer

 

tu boca cuando fustiga sones

es una cadencia que me alza locamente

entremezclado a la tierra carezco de abono

 

 

flauta agreste X

 

encuentro mil disfraces al borde del instante

invierto el filo de la ventisca

pero lo que sería el instante que anhelo

el talle de tu cuerpo que me cubre de oro

yo hurto las palabras yo hurgo en los colores

y hablo apenas en la sangre que se me escurre

 

mi disfraz es el simple acto de colorear

tu baile tan lejos de encerrarme en mí

yo me ofrezco tras la incidental floración

 

 

flauta agreste XI

 

florezco en la selva nocturna que me espanta

donde anidan serpientes y estrellas

florezco prisionero en ti y los girasoles

son objetos servidos como adorno y pasto

más que florecer ese poema

florezco mi sexo en medio de la lluvia

 

en el ápice de la tempestad breña y oscuro

donde empuño armas de fuego y viscoso

ese cómplice a desbrozar los descaminos

 

 

flauta agreste XII

 

anochezco y aullidos dentro de los oídos

donde los búhos delatan a los invasores

las axilas plenas de sudor calor y desierto

se me rompen la piel hasta el incendio

cazo tu cuerpo mezclado de verdes coágulos

y temo no alzarlo antes del amanecer

 

liaré mis dedos a los tuyos

y callaré tus gemidos con mis gestos

la noche es un secreto y estás dentro de él

 

 

flauta agreste XIII

 

duermo poblado de imágenes que se me escapan

sobre esa hierba donde pasean insectos

también sueño con lamer tus meandros

tus muslos de otoño casi de orfeo

sueño con detener tu ansia tan extraña

y murmurar en tus oídos lo que me consume

 

yo ávido caminante dilacero mi sangre

y dibujo un oasis en el cielo

que purifique mis pulsos de láminas

 

 

flauta agreste XIV

 

vivo por ti la floral ensoñación del viento

soplan tus ancas cedros cuadrantes

como águilas en el espacio imitan sombras

revelo en tu dirección blanco y flecha

y todos los ritmos que haya en las saetas

junto a ti ese impávido minotauro de abril

 

aborígene y andrógeno alado y cóndor

mi boca tiene marfil y tiene azul

yo ensordezco tus aullidos hasta el clímax

 

 

flauta agreste XV

 

azulo por entero las ancas que vienen de ti

los músculos que esconden mi semen

yo grajo al huir agonía y agüero

azulo los cabellos al dorar este pájaro

no solo el espejismo sino lo que haya

hablo por mí lo que jamás dirían

 

canto el juntar de bambúes y flautas

sísmico y fijo lo devoro yo narciso en eros

y todo el ahogar será ausencia y mar

 

 

flauta agreste XVI

 

maduro el verdor que brota de los dedos

unísonos caminantes de vértigos e islas

surcan la dirección de la mies

vértebras atrapan mi mirada de halcón

ingles derretidas de vello y sudor

yo sigo la vertiente de las cabras y a lo lejos

 

una campesina atraviesa laderas

el vago está desnudo y una vez más ahoga

en ti el pene al reverdecer hasta la raíz

 

 

flauta agreste XVII

 

oigo los latidos que aceleran y  quedan

en el dominio agreste desmantelando el himen

retenido por el aluvión y vareado a pulso

no solamente la forma de minarlo y herirlo

sino esdrújulas disformas se alinearon en ellos

oigo falos que me azotan en ese otoño

 

rompo las hojas pegadas a mi vientre

se me enloquece el recuerdo del agua en el ombligo

yo veo el mapa sin plexo y soy fatigado

 

 

flauta agreste XVIII

 

domino las retinas y flexos flautines

desnudo y ávido con mi arco y flecha

me asusto entre árboles aves rapaces

armo la celada y por completo lo que falta

salto como un tigre los lazos de savia y sangre

he aquí que esparce en mi sexo un océano

 

él erizado me viene a escampar como fiera

de emboscada ruge y arma el salto

sube a mis hombros y es amazonas

 

 

flauta agreste XIX

 

atravieso fauna y flora antes del invierno

el sol entre las hojas vacía las montañas

e inunda el arroyo con su fulgor

descubro sargazos que me enhebran al agua

y remedo la danza que salta del verde

vívidos comemos nácares vivimos en tríada

 

la esencia en nosotros es lazo o cuerda

nacidos de la tierra somos nosotros los pájaros

y el amante asesinado también lo soy yo

 

 

flauta agreste XX

 

escondo entre ánforas el paisaje de las amapolas

y lo que vislumbro es siempre emboscada

andariegos del bosque somos los herederos

y rumiamos los cabellos traídos de los jazmines

sí alzamos los pelos hasta emergerlos del agua

rumiamos los lobos que huyen en la lejanía

 

yo guardo en mí la postrera celada

atraparé los ojos que me siguen jadeantes

y al borde de orgasmo mi pene es todo tuyo

 




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