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VERA PEDROSA
Vera Pedrosa Martins de Almeida, nasceu no Rio de Janeiro, em 1936. Poeta, crítica de arte, diplomata e diplomada em filosofia.
TEXTOS EM PORTUGUÊS / TEXTOS EN ESPAÑOL
SONHO DO VESTIDO VIOLETA
Descobri o cadáver muito mais tarde
no meio de uma viagem.
Passava por regiões
de passado futuro
o trem atacado por índios atarefados
ruínas negras de megalópolis de concreto
E tendo achado o cadáver
soube que me haviam enterrado
com meu vestido de seda violeta
um vestido precioso anunciador
da precognição da morte.
Então determinei
que desencarnassem o cadáver
e enterrassem a ossada límpida, polida
numa cova de terra úmida
enquanto a multidão de índios
sem real perigo
cercava o cemitério
mas depois se dedicava à tarefa muito mais séria
de destroçar as vigas que sustentavam nosso teto.
EDIFÍCIO
Veio no cartão postal da ponte
aquela luz branca demais brumosa
e de repente me vi
diante. do mesmo edifício branco
corpos se separando
na maresia.
TEXTOS EN ESPAÑOL
TRADUCCIÓN DE
ADOVALDO FERNANDES SAMPAIO
FARS
Fue hace tiempo y entre amores
decisivos
cataclismos
creaciones confinamientos jaulas
aeronves
Fue antes de las exposiciones de motivos
Hubo una época
tan descansada en que
desde que se tuviese
una ventana em movimiento
ella era imagen
deslizándose entre hojas
se extendía bajo los árboles
entraba en corredores
salía por las puertas
era él en la arena
las mañanas del deseo más difuso
Cuando había ceniza en el mar
era él que estaba
(de suéter)
en la antepenumbra mojada
Cuando era noche
era él casi rabia, en la espera.
Dulce y desnudo en el banquete
en una huerta de lechugas
soñé con él esta noche.
Extraído de la obra
VOCES FEMENINAS DE LA POESÍA BRASILEÑA
Goiânia: Editora Oriente, s.d.
Página republicada em junho de 2008
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