SUSANA VARGAS
Poeta y escritora nacida en Alegrete, Rio Grande do Sul, Brasil. Profesor de Teoría Literaria de Universidad Federal de Rio de Janeiro, en donde cursó Letras. Investigadora en la Fundación Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro) e editora-adjunta de la revista “Poesía Siempre”. Autora también de literatura infantil.
Suzana é um poeta irregular, mas está a merecer atenções da crítica. Não se pode julgar sua linguagem à base de postulados teóricos e esquemas convencionais. O que se pode afirmar é que ela dispõe de um modo de "dizer" novo. Não de um a priori formal a ser aplicado a todos os poemas. Não é maneirista ao modo de outro ou de seu próprio modo. Em sua língua poética há uma forma de dizer aplicável a cada objeto. Heloísa Buarque de Holanda diz, ainda, que Suzana "parece ter conseguido trabalhar e viver a poesia com curiosa facilidade". CÉSAR LEAL
TEXTOS EM PORTUGUÊS / TEXTOS EN ESPAÑOL
A Casa
Não só digo adeus
aos teus dois quartos
à sala ampla
a uma rede sonhada na janela
Digo adeus aos teus cheiros
a essas baratas
que vez por outra te rondaram.
Campainhas, telefones,
brigas e remédios ficarão para trás
além dos sustos
E digo adeus aos fantasmas
que te cercam
Também aos teus arbustos.
E quando uma voltana chave
Digo adeus aos teus ruídos
peregrinos
ecos
Movimentos mais amenos do tempo.
EU, MEU NOME
Talvez tenha encontrado
a poesia do nome
Sou um cristal,
uma pedra a flutuar no abismo
Ela
é o exato momento
suspenso
antes da queda
CANÇÃO
O vento que colho
é o mesmo
que varou um tempo morto.
Tempo implacável arguto
que foge
pelos meus medos.
A quantas de minha história
não acenou
como agora?
Com quem esse mesmo outono
não celebrou
o seu corpo?
Braços e olhos
colhidos
pelo vento, esse inimigo.
lábios e peles
molhados
e pela aragem secados.
A quem o tempo implacável
quis desafiar
com o vento?
E quem colheu
como eu
o outono que se escondeu?
SOMBRA CHINESA
Sentada.
Deitada.
O día treme seu verão lá fora.
Sufoca o canto
algum canário agora
Parada
(... é hora)
E eu me recuso a enfrentar
a rotação do nada.
ABISMOS
Tudo o que já dissemos
sobre o amor,
não supre a expectativa da
paixão.
A paixão é adaga afiada
que se crava fundo, fundo
Nela o amor dança
e dorme, sonha tudo.
Não tem meias medidas a
paixão.
Ou voamos, viramos pelo
avesso
Ou o que nos espera é o
precipício.
E isso é apenas o início.
TEXTOS EN ESPAÑOL
Extraídos de
ANTOLOGÍA DE LA POESÍA BRASILEÑA
Org. y Trad. Xosé Lois García
Edicións Laiovento
Santiago de Compostela, 2001
YO, MI NOMBRE
Tal vez haya encontrado
la poesía del nombre
Soy um cristal,
una piedra fluctuando en el abismo
Ella
es el exacto momento
suspenso
antes de la caída
CANCIÓN
El viento que recibo
es el mismo
que atravesó un tiempo muerto.
Tiempo implacable y sutil
que huye
por mis miedos.
¿A cuántas de mi historia
no saludó
como ahora?
¿Con quien esse mismo otoño
no celebro
su cuerpo?
Brazos y ojos
atropellados
por el viento, este enemigo.
Labios y pieles
mojados
y por la brisa secados.
¿A quién el tiempo implacable
quiso desafiar
con el viento?
¿Y quien recogió
como yo
el otoño que se escondió?
SOMBRA CHINA
Sentada.
Acostada.
Afuera el día agita su verano.
Sofoca el canto
algún canario ahora.
Parada
(... es hora)
Y yo me niego a afrontar
la rotación de la nada.
ABISMOS
Todo lo que ya dijiomos
sobre el amor,
no suple la expectativa de la
pasión.
La pasión es adaga afilada
que se clava hondo, hondo
Em Ella danza el amor
y duerme, sueãn todo.
O volamos, giramos por el
reverso
O lo que nos espera es el
precipicio.
Y esto es apenas el inicio.
Caderno de Outono (1997)
Página publicada em fevereiro de 2008 |