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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


ODYLO COSTA, filho
(1914-1979) 

Poeta maranhense. Autor de muitos livros de poesia e prosa, destacando-se Boca da Noite, obra póstuma. Outros títulos: Tempo de Lisboa e outros poemas, Cantiga incompleta e Notícias de Amor. Chegou a ser membro da Academia Brasileira de Letras.

 

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS / TEXTOS EN ESPAÑOL

Traducciones de Homero Icaza Sánchez y Estela dos Santos

 

REZA

 

Meu Deus, tende pena

do que resta em mim:

nem o mundo é feio,

nem a vida, ruim.

 

Meu Deus, dai-me força

de amar minha sorte:

fazer luz de vida

das trevas da morte.

 

 

ORACIÓN

 

Dios mio, ten pena

de lo que sobra en mí:

ni es feo el mundo,

ni la vida ruín.

 

Dios mío, dame fuerzas

para amar mi suerte:

tornar luz de vida

las sombras de muerte. 

 

 

 

GLOSA DE LOPE DE VEGA

 

    “… nos olhos me levais alma e sentidos…”

                              Luís de Camões

 

“Dos libros, três pinturas, cuatro flores”,

pedia Lope para ser feliz:

Não falou de riquezas nem de amores.

Esse pouco de pobre —não mais—quis.

 

Castos delírios de espanhol asceta...

Passaram quatro séculos, e um dia

Gabriel Celaya, também grande poeta,

jurou por Deus que nada mais queria.

 

Temos, porém, pai, mestre e capitão,

no soldado fortíssimo, que disse

a uns olhos entregar alma e sentidos.

 

De coisa alguma havemos precisão.

Livros, quadros e flores, que doidice!

Basta-nos ser de um só Amor providos.

 

 

GLOSA A LOPE DE VEJA

 

 

    “… nos olhos me levais alma e sentidos…”

                              Luís de Camões

 

“Dos libros, três pinturas, cuatro flores”,

pedia Lope para ser feliz.

No habló de riquezas ni de amores.

Eso poco de pobre —no más—quiso.

 

Castos delirios de español asceta…

Pasaron cuatro siglos y un día

Gabriel Celaya, también gran poeta,

juró por Dios que nada más quería.

 

Mas tenemos padre, maestro y capitán,

en el soldado valiente que dijo

a unos ojos entregar alma y sentidos.

 

De nada tenemos necesidad.

¡Libros, cuadros y flores, qué locura!

Bástanos ser de un solo Amor provistos.

 

 

ANTIGAMENTE

 

Antigamente não acreditava no outro mundo.

Pelo menos tinha minhas dúvidas.

Pensava nele como categoria abstrata

presença (ou ausência) de amor

inominado

etéreo

talvez terrível.

 

Hoje creio simplesmente num outro mundo

parecido com este:

cadeiras, mesa, copo d´água,

e de novo tuas mãos, tuas cartas:

“Meus queridos...”

 

 

ANTIGUAMENTE

 

Antiguamente no creía en el otro mundo.

Por lo menos tenía mis dudas.

Pensaba en él como categoría abstracta

presencia (o ausencia) de amor

innominado

etéreo

tal vez terrible.

 

Hoy creo simplemente en otro mundo

parecido a éste:

sillas, mesa, vaso de agua,

y de nuevo tus manos, tus cartas:

“Mis queridos…”

 

 

 

SONETO DO SÓ

 

Só, neste chão ocidental da Europa,

sou apenas lembrança, e só lembrança.

A fé, se na perdi, é que me agarro

ao padre-nosso que escutei menino.

 

A saudade me tira o gosto às coisas

e me resseca os olhos enevoados.

Campos e barcos, trajes, casas, rios

atravessam-me o corpo sem ficar.

 

Mas espero no espírito e no sangue.

As rezas que aprendi e que ensinei

hão de chegar a tempo de salvar-me.

 

Traspassado do límpido segredo,

hei de com os dedos arrancar à terra

alegria de amor que não se acabe. 

 

 

SONETO DEL SOLITARIO

 

Solo, en este suelo occidental de Europa,

apenas soy memoria, solamente.

Si no perdí la fe, es que me agarro

al padrenuestro que escuché de niño.

 

La saudade me quita el gusto a cosas

y reseca mis ojos nublados.

Campos y barcos, trajes, casas, ríos

atraviesan mi cuerpo sin quedarse.

 

En el espíritu y la sangre espero.

La oración que aprendí y que enseñé

ha de llegar a tiempo de salvarme.

 

Traspasado de límpido secreto,

arrancaré a la tierra con los dedos

alegría de amor que no se acabe.

 

 

Publicados originalmente numa antologia bilíngüe do Centro de Estudios Brasileños de Buenos Aires e reproduzidos na REVISTA DE CULTURA BRASILEÑA, N. 51, diciembre de 198º. Publicación de la Embajada del Brasil en Madrid, España.



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