Home
Sobre Antonio Miranda
Currículo Lattes
Grupo Renovación
Cuatro Tablas
Terra Brasilis
Em Destaque
Textos en Español
Xulio Formoso
Livro de Visitas
Colaboradores
Links Temáticos
Indique esta página
Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

POESIA PRAXIS

 

MAURO GAMA

 

(Rio de Janeiro, 1938) é poeta e crítico literário. Publicou Corpo verbal (l964), Anticorpo (1969) e Expresso na noite (1982).

 

“Mauro Gama, en los dos fragmentos de su largo poema A Fazenda, adopta una técnica de yuxtaposición de palabras, de tal manera que la uma se explica por la outra y se vuelve sobre sí misma. Considerese la yuxtaposición de barro anjo músculos o de metal céu terra, etc. Hay un flujo racional de monosílabos, bisíliabos y trisílabos ordenados por un lúcido o inteligente control de trimbres.

 

En el “manifiesto didáctico”, se definió el poema-praxis en los siguientes términos: “es el que organiza y monta, estéticamente, una realidad situada según tres condiciones de acción: a) el acto de componer; b) el área de levantamiento de la composición; c) el acto de consumir”. Parece que el trabajo de estos poetas justifica dicha definición.”

MARIO CHAMIE (trad. de Ángel Crespo)

 

 

 

PERFIL
DE RODA GIGANTE

 

 

Dando  festa  no  bairro  clara
        Visitação  de  burgueses
                                         gozos  e
Guizos:  meses  na  roda rodam
Burgueses / esas  em  rol  em
                                              risos
De  framboesa  de  frangos
                                            gozos
Guizos-risos  tão   brancos  e
Bancos   brincos:  de   prata?
                                 —  lata
Em   que   rodam    rodam:
                                     rotas
Sem   fim  ou  só  fim  nos  elos
E  aros  amparos  joelhos   e
                                   olhos
Rodando  festa  no  bairro
                                        clara
Visitação  de  burgueses
                                        Gozos   e
Guizos:   meses  na  roda
                                        rodam
Se   abraçam   passam   nos
                                    passos
Do   metal  em  traços   de   tempo
Igual    casual   e   no  espaço    sempre
Dos  casais:  cabeças  e   coxas
No   ar   perdidas  e   reavidas
                                 em  línguas
Idas   ao   fundo   fundidas
                                          findas
Em   seios  selos  mamilos   elos
E   aros   amparos   joelhos
                                              olhos
A   léguas-anáguas  gáveas
De   rosto   prata   de   resto
                                             lata
Nessa   clara   festa   no   bairro.

            (De  Anticorpo. Ed. Autor,  Rio, 1969).

 

Comentário: “ O que destaca Perfil de Roda Gigante como um assinalar da reificação e da transformação de homem em objeto é, verdadeiramente, a mesma construção que parodiando Genet faz com que a criada já se veja criada.  O movimento de não transformação da roda gigante atesta a permanência da reificação nos estatutos existenciais do homem> a essência alienada pela sociedade humana faz com que nas mecanizações do gesto se demonstre a sua entificação.”   ANTONIO SÉERGIO MENDONÇA (in POESIA DE VANGUARDA NO BRASIL.  Petrópolis, RJ: Vozes, 1970. p. 29)

 

 

 

 

VOCABULÁRIO DEL POEMA

por Ángel Crespo

A FAZENDA:  anjo: ángel; asas:alas; céu: cielo; peito: pecho (fig. esfuerzo, valor); mão: mano; espelho: espejo; renda: renta; milharal: maizal; colheita: cosecha, recolección; vai: va; balaio: cesto redondo; malha: malla; falha: roto; farpa: desgarrón; tão só: tan solo.

 

 

A fazenda

(fragmento)

 

 

PLANTIO

         Homem ou barro   o anjo

         músculos   e asas pardas

         metal   contra o céu

         contra a terra   metal

         de alto a baixo   homem

         cava   homem cava   na

         polpa do sol   na polpa

         da terra cava   no peito

     cava e pára       mão ou terra

     desprendida   digitada    se

         recortada    contra o espelho

         do azul   renda   renda

         de luz curvando-se ou festo

         e sopro

                   de sementes?   Pão

         que devora o barro

                                     ou corpo

         em lâminas  mão   e ventos

 

COLHEITA

         cesto levanto o incesto

         sem fruto ou curva, solar.

         e lacaio do pulso     aliás

                   do impulso

         vai o    balaio     vai o que

         em dedos e alma        de

            palma a palma ferida

            é a carga e a malha

            é a falha e a farpa

         também  — ou tão só — da vida.

 

 

 

 

* Texto y poema extraído de CHAMIE, Mario.  “Poema-praxis: un acontecimiento revolucionario.” In: REVISTA DE CULTURA BRASILEÑA, Tomo III, Número 9, junio 1964, p. 171-199.

 

Página ampliada e republicada em outubro de 2008

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 

 
 
 
Home Poetas de A a Z Indique este site Sobre A. Miranda Contato
counter create hit
Envie mensagem a webmaster@antoniomiranda.com.br sobre este site da Web.
Copyright © 2004 Antonio Miranda
 
Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Home Contato Página de música Click aqui para pesquisar