MARIA DE LOURDES ALBA
Maria de Lourdes Martínez Alba de Almeida Borges nasceu na cidade de São, em 1957. Aposentada, formada pós-graduada em Jornalismo.
Livros: Alrededor de la horas (Montevideo: aBrace, 2008); Ao Redor das Horas (São Paulo: Scortecci, 1999); .Gotas na Face (Itatiba, SP: Berto Ediora, 2003), Sentimentos peregrinos (Campinas, SP: Ed. Komedi, 2005)
TEXTOS EM PORTUGUÊS / TEXTOS EN ESPAÑOL
CARDÁPIO
A tarde
Melancia
Laranja
Mamão
Mas doce
Doce mas
A jaca
A caja jaca
Do lanche
Da tarde
BRINCADEIRA
A bola solta no ar
Bate no muro
Faz barulho
A bola
Ela incomoda traz alegria
Há sempre uma criança atrás da bola
Criança crescida ou não
Há sempre um criança
O toc-toc da bola nos lembra
A criança que um dia
Morou em nós
Hoje quero que todas a crianças
Brinquem brinquem muito
Com a bola ou com o que seja
Caminho da felicidade
Como fui?
SOLTA ESCOLTA
Pisa pisa sai de risca
Rema volta traz a bola
Escola
Escolta esconde atrás do mundo
Retorna
Traz à tona
De volta
Solta
CÁ
Mórbida tarde
Te despejei meus sentidos
Mórbida vida
A tempestade se fez
Não se desfez
A vida se foi
Amargas ficaram
Cá
Só
TU
O sol ilumina teus olhos
E teu coró resplandece de alegria
A juventude que trazes na pele
Te faz radiante
Não poderia teu corpo brilhar tanto
Se tua alma obscura fosse
O verão se faz verão em ti
Em teus cabelos
O teu sol
Que trazes dentro de ti
Ilumina e aquece o planeta
Não poderia o calor do sol
Arder tua pele em teu corpo
Que transluz o seu fulgor
Se apenas és o meio e o processo
Que aquecem o corpo e a alma
E que fenecem em todo o meu ser
ACOLHIDA
Nem mesmo o céu pode me acolher
Nem mesmo a água me matará a sede
Nem mesmo eu
E ando e vou
Sempre à frente
De um céu
Que não está no céu
Ou da água
Que não existe
A saliva
Nem mesmo a saliva me suaviza
Nem mesmo seus olhos
Que com seu encanto me desencantam
Pois nem mesmo o céu me acolherá
TEXTOS EN ESPAÑOL
Traducción de Tirzah Ribeiro
TÚ
El sol ilumina tus ojos
Y tu cuerpo resplandece
La juventud que traes en la piel
Te hace radiante
No podría tu cuerpo brillar tanto
Si tu alma fuera oscura
El verano se hace verano em ti
En tus cabellos
El sol
Que traes
Ilumina y calienta el planeta
No podría arder el calor del sol
En tu piel en tu cuerpo
Que trasluce tu fulgor
Si apenas fueras el médio y el proceso
Que calientan el cuerpo y el alma
Y se marchitan em todo mi ser
ACOGIDA
Ni siquiera el cielo puede acogerme
Ni siquiera el agua matará mi sed
Ni siquiera yo
Y ando y voy
Siempre adelante
De un cielo
O del agua
Que no existe
La saliva me suaviza
Ni siquiera tus ojos
Que com su encanto me desencantan
Pues ni siquiera el cielo me acogerá
Página publicada em junho de 2008
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