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JOSÉ DE SANTA RITA DURÃO

(1722-1784)

 

 

Frei José de Santa Rita Durão nasceu em Mariana, Minas Gerais, Brasil.  Estudou com os jesuítas no Rio de Janeiro e doutorou-se em Filosofia e Teologia por Coimbra. Entrou na ordem de Santo Agostinho, mas durante a repressão do período pombalino, fugiu para a Itália, onde levou uma vida de estudos, durante mais de 20 anos. Trabalhou em Roma como bibliotecário até a queda do Marques de Pombal.

 

Caramuru (1781) é um poema épico em que louva a figura legendária de Diogo Álvares Correia e de sua companheira indígena Paraguaçu. Pretendeu criar uma obra à Camões sobre a colonização do Brasil e as grandezas da terra natal. 



 

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS /  TEXTO EN ESPAÑOL  

 

Caramuru

 

(Fragmento do canto VII)

 

xxxv

 

Das flores naturais pelo ar brilhante

É com causa entre as mais rainha a rosa,

 Branca saindo a Aurora rutilante,

E ao meio-dia tinta em cor lustrosa;

Porém crescendo a chama rutilante,

É purpúrea de tarde a cor formosa;

Maravilha que a Clície competira,

Vendo que muda a cor, quando o Sol gira.

 

 

XXXVI

 

Outra engraçada flor, que em ramos pende

(Chamam de S. João) por bela passa

Mais que quantas o prado ali compreende,

Seja na bela cor, seja na graça:

Entre a copa da rama, que se estende

Em vistosa aparência a flor se enlaça,

Dando a ver por diante, e nas espaldas

Cachos de ouro com verdes esmeraldas

 

 

XLI

 

Outras flores suaves, e admiráveis

Bordam com vária cor campinas belas,

E em vária multidão por agradáveis,

A vista encantam, transportada em vê-las:

Jasmins vermelhos há, que inumeráveis

Cobrem paredes, tetos, e janelas;

E sendo por miúdos mal distintos,

Entretecem purpúreos labirintos.

 

 

XLII

 

As açucenas são talvez fragrantes,

Como as nossas na folha organizadas;

Algumas no candor lustram brilhantes,

Outras na cor reluzem nacaradas.

Os bredos namorados rutilantes,

As flores de Courana celebradas;

E outras sem conto pelo prado imenso,

Que deixam quem as vê, como suspenso.

 

 

(De Caramuru)

 

 

Extraído de POESÍA BRASILEÑA COLONIAL.  Traducción y prólogo de Ricardo Silva-Santisteban. Lima: Centro de Estudios Brasileños, 1985.  117 p. (Tierra Brasileña. Poesía 23)

 

 

TEXTO EN ESPAÑOL

Traducción de Ricardo Silva-Santisteban 

 

Caramuru

 

(Fragmento deI canto VII)

 

 

XXXV

 

De las flores, en el aire brillante,

reina con más justicia es, pues, la rosa,

blanca emerge la Aurora rutilante,

al cenit time la color lustrosa;

pero creciendo en llama rutilante,

roja es de tarde la color hermosa;

pasmo que contra Clicie ya conspira,

pues muda de color cuando el Sol gira.

 

 

XXXVI

 

Otra agraciada flor que en ramos pende

(la llaman de San Juan) por bella pasa

más que cuantas el prado allí comprende,

bella es la color, tenue cual gasa:

en la coposa rama que se extiende

con vistosa apariencia allí se enlaza,

delante dando a ver y en las espaldas

ramos de oro con verdes esmeraldas.

 

 

XLI

 

Otras flores hay dulces y admirables

bordando su colar campiñas bellas,

y en varia multitud por agradables,

la vista encantan, transportada al vellas:

bermejos jazmines que incansables

cubren paredes, techos y las huellas;

no siendo por menudos muy distintos

púrpuras entretejen laberintos.

 

 

XLII

 

Las azucenas son tal vez fragantes,

tal las nuestras en la hoja organizadas;

en el candor algunas son brillantes,

el tinte otras relucen nacaradas.

Enamorados bledos rutilantes,

las flores de Courana celebradas;

y otras sin cuento por el prado inmenso

que a quien las ve, lo dejan en suspenso.

 

 

Extraído de POESÍA BRASILEÑA COLONIAL.  Traducción y prólogo de Ricardo Silva-Santisteban. Lima: Centro de Estudios Brasileños, 1985.  117 p. (Tierra Brasileña. Poesía 23)

 



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