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SANDRA GIOIA

 

(1967)

 

Argentina

su primer libro:  Poemario del bosque.

 

 

TEXTOS EN ESPAÑOL – TEXTOS EM PORTUGUÊS

 

NORTE – REVISTA HISPANO-AMERICANA. Quinta Época.  No. 511/512.  Mayo - Agosto 2016. Ciudad de México. Publicación del Frente de Afirmación Hispanista,  A. C.  DirectormFredo Arias de la Canal. 
Ex. bibl. Antonio Miranda

 

         PENA

Crece dentro de mí,
se enrola en las cenizas,
viste de luto y de vetustos fantasmas,
conocidos.
Conozco su canción enamorada
de los vientos,
de cementerios antiguos
de cruces oxidadas,
de lejanías indecibles,
imprecisas y remotas.

Conozco esa voz cascada,
el deambular tembloroso
por escuros corredores, sin fe,
sin esperanza.
Se ovilla tras el recodo,
de un recuerdo,
tras un desvio.

Suena áspera,
a flores marchitas que se parten
a un lamento destemplado que retumba
en el vacío de la noche, en el silencio.
Desafinada retorna
su estertórea canción:
siempre la misma melancólica melodía.

       La conosco, he dicho,
y se me hiela la sangre al encontrarla.
Compañera de soledades hondas,
hermana de la muerte,
ya cubres tu rostro con velos de dolor,
en la penumbra.

Juré desterrarte,
no oír tu canto de sirena,
que convoca al olvido,
con ecos de vacío
y raíces anudadas en la garganta.
Tu viscosa transparencia
me recorre íntegra,
y un sudor helado
me transpira el alma.

Me desconciertas hasta las lágrimas,
que brotam desmedidas.
No hay hombro que pueda contenerlas,
no hay razón que pueda explicarlas.

 

       Me sacudes como a un árbol en otõno,
caen todas mis resistencias
como hojas muertas.
Me colmas, me desbordas.
Tu prisionera soy,
oh angustia, oh tristeza,
oh pena que me condena
me aísla, me socava.
No llego al Outro,
esa otra orilla: no la alcanzo

si apenas puedo balbuciar en mí,
y no ahogarme en llanto.     

Otra vez el dolor, de raíz antigua
que me sube por el tronco
y se desgrana en savia
amarga por mi sangre:
me recorre ácida, me quema.
me despierta en madrugadas,
se cuela en los insomnios,
y hasta en sueños.
Me ata los pies, las manos:
se lleva hasta la risa.
¿Cuál tu urdimbre tenebrosa,
mi leal pena
que arrasa con palabras,
gestos y ademanes?
Con la hondura de um pozo y la caída,
sin red ni abrazos que sostengan
tu vocación de vértigo, de abismo.
Con finos hilos de cornisas
tejidos en la rueca
de la inquietud que no cesa
y que letal, todo abraza.

       Apenas puedo evocar
las luces del amor
y los buenos tiempos,
de soles y gitanas.
Apenas soy, apenas:
una mancha de tinta que se perde,
un vuelo en picada estrepitosa,
irremediable.
Soy un ala quebrada, entabillada,
un cielo gris, que no amanece,
una sombra en pleno día.

       Apenas puedo con la pena:
a duras penas,
voy con ella esta mañana.

 

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS
Tradução: Antonio Miranda

 

       PENA

Cresce dentro de mim,
se enrola nas cinzas,
vestida de luto e de vetustos fantasmas,
conhecidos.
Conheço sua canção apaixonada
dos ventos,
de cemitérios antigos
de cruzes oxidadas,
de distâncias indizíveis,
imprecisas e remotas.

Conheço essa voz cascata,
o deambular tremendo
por escuros corredores, sem fé,
sem esperança.
Se ovula depois da curva,
de uma lembrança,
depois de um desvio.

       Soa áspera,
a flores murchas que se partem
em um lamento indisposto que ressoa
no vazio da noite, no silêncio.
Desafinada retorna
sua estentórea canção:
sempre a mesma melancólica melodia. 

Conheço-a, eu disse,
e me congela o sangue ao encontrá-la.
Companheira de solidões profundas
irmã da morte,
já cobres teu rosto com véus de dor,
na penumbra.

       Jurei desterrar-te,
não ouvir teu canto de sereia,
que leva ao esquecimento,
com ecos do vazio
e raízes atadas na garganta.
Tua viscosa transparência
me recorre integralmente,
e um suor gelado
transpira minha alma.

Me desconcertas até às lágrimas,
que brotam desmedidas.
Não tem ombro que possa contê-las,
não há razão que possa explicá-las.

       Me sacodes como uma árvore no outono,
desmoronam-se todas as minhas resistências
como folhas mortas.
Me satisfazes, me desbordas.
Tua prisioneira eu sou,
oh angústia, oh tristeza,
oh pena que me condena
me isola, me socava.
Não chego ao Outro,
nessa outra margem: não alcanço

se apenas consigo balbuciar em mim,
sem afogar-me no pranto.

       Outra vez a dor, com raiz antiga
que sobe pelo meu tronco
e se desmancha em seiva
amarga pelo meu sangue:
me percorre ácida, me queima.
me desperta pelas madrugadas,
gruda nas insônias,
e até em sonhos.
Me ata os pés, as mãos:
me causa até o riso.
Qual é tua teia pavorosa,
minha leal pena
que arrasa com palavras,
gestos e maneiras?
Com a profundidade de um poço e a queda,
sem rede nem abraços que sustentem
tua vocação de vertigem, de abismo.
Com finos fios de parapeito
tecidos na roda de fiar
da inquietude que na cessa
e que letal, tudo abraça.

       Apenas consigo evocar
as luzes do amor
e os bons tempos,
de sol e ciganas.
Apenas sou, apenas:
a mancha de tinta que se perde,
um voo em picada estrepitosa,
irremediável.
Sou uma asa quebrada, entalada,
um céu cinzento, que não amanhece,
uma sombra em pleno dia.

       Apenas posso com a pena:
a duras penas,
vou com ela nesta manhã.

 

 

Página publicada em outubro de 2020

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 
 
 
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