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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

JORGE ARIEL MADRAZO

 
JORGE ARIEL MADRAZO

 

Nasceu em Buenos Aires em 1931. Livros de poemas: Orden del dia (1966), La tierrita

(plaquete 1974), Espejos y diestierros (Caracas – Buenos Aires 19830, Blues de Muertevida(1984, Prêmio Nacional Regional), Cuerpo Textual (1987, Prêmio Municipal Ciudad de Buenos Aires), Cantiga del Otro (1992, prêmio publicação Ediciones del Dock), Piedra de amolar (1995), Mientras él duerme (1997, co-autoria com o artista plástico Juan López Tetzel, Chile, (1997), Testimonio de fin de milênio (conversações com Elizabeth Azcona Crawell) Editorial Vinciguerra, 1998) e Para amar a una deidad (1998, prêmio Fondo Nacional de las Artes y Fundación Inca.

É também tradutor e narrador.

 

TEXTO EN ESPAÑOL y/e TEXTO EM PORTUGUÊS
Tradução de Antonio Miranda

  


DE MUJER NACIDO
(una selecta) 

 

AMBOS DOS ENGULLIDOS POR

el terror de dientes de

lata el roedor que destroza

sin

mirar a quién ni a dónde

En la piedra de amolar

del dolor

tu cal viva velar y velar

tan

confusamente

 

 

EN LA RADIOGRAFÍA

                   tus pulmones:

poliedros florescencias

lactantes sombras gránulos

de cereal de arroz de

                            café

en insaciada molición. Irrumpe

Aire en lo oscuro

se descalzan

tus alveólos para ingresar

en la mezquita:

la mezquina cárcel

corporal.

 

Y, translúcido en las tinieblas, el

eclipsado

ónix -por así decir- el corazón,

tu otroyo que en la sombra acaece

disolviendo bordes de fingida

                   identidad

 

borrándote en absurdo contraluz

insinuando que tu

humano

devenir

 

cabe en una

radiografía

insomne

 

 

UNA HABITACIÓN: SUS BALCONES

cuelgan hacia la nada, ropas

roen el viento, silban

ese aliento de

decrepitud. Obstinado candil

titila allí su determinación

de claridad y

recela el invierno

sobre infinitos seres sin

 

techo

atraviesan ellos el sol de las

seis, vías muertas

del vivir atraviesan

en un túnel

hueco de palabra

 

Y al fin, comprobarás: nada es claro, nada

es leal o recto en este puzzle de rumbos

                            entrecruzados

La opacidad es el semen natural

del ser inteligente y vertebrado (provisto

de lenguaje). Por ello, te atreves a rogar:

 

balcones que dan a la nada, ropas  

roídas por un viento que acosa al

ángel de la historia

 

tráigannos algo donde asirnos

una piedra de azufre conde asirnos

 

una copa o un canto

donde asirnos 

 

 

RAÍZ DESENTERRADA

 en áspero azar sin

                   amparo

cantiga insobornada de lo por

venir

raíz de un linaje

reencarnador

donde serás tu

propio hijo

 

su insomnio

en la nada infinita.

 

Raíz de tu ser siendo

(única forma en que este sueño

                            sueñe)

Y habrías de partir

mañana   ahorita

hasta la fiel

         raíz.

 

Raíz o

brote

de hirviente pudrición

 

raíz tuya donde acechen

la voz

el silencio

el gusano

 

            (a Carlos Andreotti y Silvia Pláger)

 

 

TEXTO EM PORTUGUÊS

 

DE MUJER NACIDO

(una selecta)

 

AMBOS ENGOLIDOS PELO

terror de dentes de

lata o roedor que destroça

sem

olhar a quem nem

aonde

Na pedra de amolar

da dor

teu cal vivo velar e

velar

tão confusamente

 

 

NA RADIOGRAFIA

                   teus pulmões:

poliedros  florescências

lactantes sombras grânulos

de cereal de arroz de

                            café

na insaciada moagem.  Irrompe

Ar no escuro

descalçam

teus alvéolos para ingressar

na mesquita:

a mesquinha prisão

corporal.

 

E, translúcido nas trevas, o

                            eclipsado

ônix — por assim dizer — o coração,

teu outroeu que na sombra acontece

dissolvendo bordas de fingida

                   identidade

 

apagando-te na absurda contraluz

insinuando que teu

humano

porvir

 

cabe numa

radiografia

insone

 

 

UM APOSENTO: SUAS VARANDA

dependuras em nada, roupas

roem o vento, silvam

esse alento de

decrepitude. Obstinada candeia

treme ali sua determinação

de claridade e

teme o inverno

sobre infinitos seres sem

 

teto

atravessam eles o sol das

seis, vias mortas

do viver atravessam

um túnel

oco de palavra

 

Enfim, comprovarás: nada é claro, nada

é leal ou correto neste labirinto de rumos

                                      cruzados

A opacidade é o sêmen natural

do ser inteligente e vertebrado (provido de

linguagem). Por isso, te atreves a rogar:

 

varandas que dão para o nada, roupas

roídas por um vento que acossa o

anjo da história

 

tragam-nos algo onde ater-nos

uma pedra de enxofre onde ater-nos

 

uma roupa ou um canto

onde ater-nos

 

 

RAIZ DESENTERRADA

em áspero azar sem

                   amparo

cantiga insubornada do por

vir

raiz de uma linhagem

reencarnadora

onde serás

teu próprio filho

 

sua insônia

no nada infinito.

 

Raiz de teu ser sendo

(única forma em que este sonho

                            sonha)

E deverias partir

amanhã     agora mesmo

até à fiel

raiz

 

Raiz ou

brotação

de fervente podridão

 

raiz tua onde vigiem

a voz

o silêncio

o verme.

 

         (a Carlos Andreoli e Silvia Plánger)

 

 

NADA ESPLENDE

como a areia

suja

da percepção: desde

o bosque a elétrica

cigarra do verão.

 

Nada esplende como o áspero

canto

da percepção.

 

         (a Graciela Clivaggio)

 

 

RARO UNIVERSO ONDE
um poema reescreve em

seu homem

apenas uma letra

antes de morrer

 

         (a Walter Inanelli e Mariana)

 



 

 

PRELUDIOS

 

Hay que encender

la dura piedra

Alzar el grito

en el bosque

     donde

te cercenan la lengua

 

Ser un pájaro

muerto

pero un pájaro

 

Porque este rio no corre

    dos veces

y tampoco tu

    eres el mismo

de la primera vez

 

PRELÚDIOS

 

  que acender

a dura pedra

Elevar o grito

no bosque

     onde

te cerceiam a língua

 

Ser um pássaro

morto

não obstante um pássaro

 

Porque este rio não corre

    duas vezes e tampouco tu

    és o mesmo

da primeira vez

 

 

ESPEJOS

 

volcánicas inscripciones

desde un Muro inexistente

hechas de viento y memória

o balbuceos de pájaros

Imposibles de descifrar

y sin embargo están allí

sugiriendo otra lectura

a la infraescrita adversidad

 

 

ESPELHOS

 

vulcânicas inscrições

desde um Muro inexistente

feitas de vento e memória

ou gaguejos de pássaros

Impossíveis de decifrar

e no entanto estão ali

sugerindo outra leitura

à infra-escrita adversidade 

Extraídos de Espejos y Destierros. Caracas –Buenos Aires: Ediciones Botella al Mar, 1982)

 

1

UNA HABITACIÓN: SUS BALCONES  

 

cuelgan hacia la nada , ropas

roen el viento, silban

ese aliento de

decrepitud. Obstinado candil

titila allí su determinación

de claridad y

recela el invierno

sobre infinitos seres sin

 

techo

atraviesan ellos el son de las

seis, vías muertas

del vivir atraviesan

en un túnel

hueco de palabra

 

Y al fin, comprobarás: nada es claro, nada

es leal o recto en este puzzle de rumbos

                                       entrecruzados

La opacidad es el semen natural

del ser inteligente y vertebrado (provisto de

lenguaje). Por ello, te atreves a rogar:

 

balcones que dan a la nada, ropas

roídas por un viento que acosa al

ángel de la historia

tráigannos algo donde asirnos

      una piedra de azufre

donde asirnos

 

      una copa o un canto

      donde asirnos

1

UMA RESIDÊNCIA: SUAS VARANDAS  

 

pendem para o nada, roupas

roem o vento, silvam

esse fôlego da

decrepitude. Obstinado candeeiro

palpita ali sua determinação

de claridade e

tema o inverno

sobre infinitos seres sim

 

teto

atravessam o som das

seis, vias mortas

do viver atravessam

um túnel

oco de palavra

 

E por fim, comprovarás: nada é claro, nada

é leal ou reto neste labirinto de rumos

                                       entrecruzados

A opacidade é o sêmen natural

do ser inteligente e vertebrado (provido de

linguagem). Por isso, te atreves a rogar:

 

balcões que dão para o nada, roupas

roídas por um vento que acossa o

anjo da história

traga-nos algo onde agarrar

      uma pedra de enxofre

onde aferrar-nos

 

      uma taça ou um canto

      onde aferrar-nos

 

 

Extraídos da obra coletiva  Leopoldo Teuco Castilla/Jorge Ariel Madrazo/ Leonardo Martinez.   (Rosario, Argentina: Editorial Ciudad Gótica, 2003)


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