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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Foto: Juvenildo B. Moreira

EDUARDO DALTER

Nasceu na Provincia de Buenos Aires em 1947. Uma figura impar, dedicada de corpo e alma à causa da poesia. Editor do Cuaderno Carmin de Poesía . Publicou muitos livros e poesia desde a estréia com Aviso de Empleo , em 1971. Os versos seguintes foram extraídos do livro N.Y. Postales para enviar a amigos ( Buenos Aires: Ediciones Poéticas del Nuevo Cántaro, 1999). Traduções de Antonio Miranda.

TEXTO EN ESPAÑOL y/e TEXTO EM PORTUGUÊS
Tradução de Antonio Miranda



CERCANÍA DEL HARLEN



En esta plaza brumosa, raleada,
estoy solo con los pájaros
     — alas oscuras, casi quietos,
      chistar agudo —.
Pasa gente con aire distraído
y gesto triste,
      hamacando los hombros,
      mirando hacia los árboles.
Gente sola, de sino y ropas pobres.
Caracas o Guarenas parecieran estar
      a la vuelta,
pero no. Es éste el primer mundo,
      con sus caños oxidados
      que gotean
en el patio y en los techos
y con el dolor también
      (no digas que no)
     entre las vértebras.
Y el murmullo, sí,
que va poblando los instantes.

 

 

PÁJARO ABISMAL

 

Hay un pájaro de humo negro

que da la vuelta al mundo.

Y hay una planta aún más negra

que envilece el agua, el aire…

      y crece, crece.

Hay un pájaro de vuelo letal,

      pico letal,

con los virus y anticuerpos

      necesarios,

infundido ya, confundido ya,

que da la vuelta al mundo.

La polución del aire y la polución

del pensamiento. La polución

de la mirada y la polución

de la costumbre. La polución

del gen y la polución

      de las naciones.

Hay un pájaro de humo negro

que da la vuelta al mundo

 

 

ESCRITO EN LOS BORDES

Una desolación y una sed
que crepitan y fulguran
      en los ojos
y un momento que tapa
otro momento.

 

MACURO

 

Si fuego, viento, piedra,

         ódio, amor o agua

desvastaran estas calles,

desde las costas hasta la última

          iguana,

de nada serviría.

Cada roca, cada hoja,

          cada luz

volverían a su sitio

como ha sido desde siempre.

          Y esa es nuestra gloria;

también nuestra condena. 

 

 

 MAREAS

 

Luna, grave

luna, encima 

 

de los tejados

ya húmedos; 

 

y las calles solas,

solas, 

 

donde se va

esfumando  

 

la estela

de tu aliento  

 

a cada paso.

 

 

De estos vientos 

(Buenos Aires, 1984)

 

Nadie estuvo en sus ropas, en su patria, en sus raíces.
Un silencio de lobo avanzó y corcoveó por estas calles.
EI terror derribó puertas y espió por las mirillas.
Una conmoción de muerte, de la puerta para afuera
y de los ojos para adentro, nos exilió del otro
y fuimos gente sola, de mirada huidiza, en los rincones
como los hojas tristes que los vientos amontonan.
 

VI A MI PAÍS DOBLARSE ...  

Vi a mi país doblarse, contraerse,
                        de dolor y asfíxia
bajo un infecto mar de propaganda.
Las gentes desoladas querían creer
                               /en los destellos
y el país era una fiesta
             próxima
en el destino ligero y cibernético.
 Nadie imaginaba quedarse atrás
                                 en el revuelo
que había traspasado los límites
innecesarios y trágicos
de la cultura de aldea,
de la economía de aldea
                              y de una historia
                    pérfida y frustrante.
Los malheridos y contusos
y hasta insomnes y excluidos
—que todo renacer
                     trae consigo—
eran apartados de la escena
con la cansada arrogancia
de quien aparta un trasto
                      o algo ya molesto.
Vi doblarse y contraerse
                      de dolor y asfixia
a mi país
y vi los gestos
         desbocados de la absurdidad
                    y la inconsciencia.
 

De Marcha de los desocupados - Buenos Aires, 2002   

 


O poeta Eduardo Dalter é homenageado especial na 26ª. Feira do Livro de Brasília, em reconhecimento por sua vasta e qualificada produção poética e crítica e pela divulgação da poesia brasileira na Argentina, com a revista Carmin de Poesía. Dalter em recital, dia 4/9/2007, em foto de Robson Corrêa de Araújo.

 

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS

Tradução de Antonio Miranda

 

 

PROXIMIDADES DO HARLEN

 

 Nesta praça brumosa, rarefeita,
estou só com os pássaros
      — asas escuras, quase quietos,
      —assobiar agudo -.
Passa gente com jeito distraído
e gesto triste,
     balançando os ombros,
     olhando as árvores.
Gente solitária, de sina e roupas pobres.
Caracas ou Guarenas parecem estar
     ao dobrar a esquina,
mas não. Este é o primeiro mundo,
     com seus canos oxidados
     que gotejam
no pátio e nos tetos
e com a dor também
     (não diga que não)
     entre as vértebras.
E o murmúrio, sim,
que vai povoando os instantes

 

 

PÁSSARO ABISSAL

 

Há um pássaro de vapor negro
que da a volta ao mundo.
E há uma planta ainda mais negra
que envilece a água, o ar…
      e cresce, cresce.
Há um pássaro de vôo letal,
      bico letal,
com os vírus e anticorpos
      necessários,
infundido já, confundido já,
que dá a volta ao mundo.
A poluição do ar e a poluição
do pensamento. A poluição
da mirada e a poluição
dos costumes. A poluição
do gene e a poluição
      das nações.

Há um pássaro de vapor negro
que dá a volta ao mundo.

 

 

 ESCRITO NAS BORDAS


Uma desolação e uma sede
que crepitam e fulguram
      nos olhos
e um momento que tampa
outro momento.

 

 

MACURO

 

Se fogo, vento, pedra,

         ódio, amor ou água

devastassem estas ruas,

desde a costa até o último

          iguana,

de nada serviria.

Cada rocha, cada folha,

          cada luz

voltaria ao seu lugar

como foi desde sempre.

          E essa é a nossa glória;

também a nossa pena. 

 

MAREAS

 

Lua, grave

lua, em cima

 

dos telhados

já úmidos;

 

e as ruas sozinhas,

sozinhas,

 

onde vai se

dissipando

 

o rastro

de teu alento

 

a cada passo.  

 

 

De estos vientos

(Buenos Aires, 1984)

 

Ninguém esteve em seus trajes, em sua pátria, em suas raízes.

Um silêncio de lobo avançou e corcovou pelas ruas.

O terror derrubou portas e espiou pelas frestas.

Uma comoção de morte, da porta pra fora

e dos olhos pra dentro, nos exilou do outro

e fomos gente sozinha, de olhar fugidio, nos cantos
como folhas tristes que os ventos amontoam.

 

 

 VEJO MEU PAÍS CURVAR-SE

 

Vi meu país curvar-se, contrair-se,

                           de dor e asfixia

sob um infecto mar de propaganda.

A gente desolada queria acreditar

                          nos resplendores

e o país era uma festa

      próxima

no destino ligeiro e cibernético.

Ninguém imaginava ficar pra trás

                                   na revoada

que havia ultrapassado os limites

desnecessários e trágicos

da cultura de aldeia,

da economia de aldeia,

e de uma história

                        pérfida e frustrante.

Os malferidos e contundidos

e até insones e excluídos

— que todo renascer

                            traz consigo —

eram afastados da cena

com a cansada arrogância

de quem afasta um traste

                ou algo que incomoda.

Vi curvar-se e contrair-se

                  de dor e asfixia

meu país

e vi os gestos

        desbocados da absurdidade

         e a inconsciência.

 

De Marcha de los desocupados Buenos Aires, 2002

 


Nota do tradutor: esta seção mostra fotos expressivas de Eduardo Dalter e Antonio Miranda tomadas por Juvenildo Barbosa Moreira num bar de San Telmo, Buenos Aires, onde estivemos reunidos no dia 2 de agosto de 2005, naquela atmosfera de poesia que circunda sempre o personagem. Na ocasião, o poeta ofertou-me seus dois mais recentes títulos: Mareas (Buenos Aires: Ediciones del Cântaro, 1997) e Macuro (Buenos Aires: Ediciones del Nuevo Cântaro, 2005), este último inspirado em sua estada no interior da Venezuela, país por onde andamos em nossa juventude.A.M.

 


 

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