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ARTURO HERRERA 

 

Em seu livro "Dones de la vigília", premiado pela Secretaria de Cultura de San Fernando del Valle de Catamarca, Herrera traz-nos, além de uma inflexão lírica, uma dimensão filosófica e dialética, fruto de sua aguda percepção crítica. Professor de literatura e latim na universidade local, há em sua confecção literária um diálogo profundo entre a poesia, a história e a filosofia, fruto de suas influências e de uma sólida formação humanista e lingüística. No poema "Casa sola", reflete sobre o lirismo e da solidão da vida doméstica: "Siesta./ Todas las voces están ausentes./ La casa es un hueco grande./ En el pátio,/ el tiempo pasa como un canto tímido de pájaros./ Uniforme es el polvo de los muebles./ En la penumbra, el olmo de los libros./ Voces difusas, imágenes lejanas;/ la soledad es tan amplia.../ crece y me oprime.,/ crece y me desplaza./ El pensamiento me suspende con alas de ensueño."   RONALDO CAGIANO

 

 

INMINENTE

 

A Claudio Sesín      

 

                           

Soy poeta y estoy muriendo…

 

El puñal me hirió una tarde igual a cualquier otra,

pero soy débil para tolerar profecías.

A nadie sorprende el presente de un hombre que va a morir…

morir…,

hasta que huya, último, mi aliento

dudarán del verbo inerte.

 

(¡Qué puede importarme ahora el estilo!)

 

Despido las calles en silencio;

las sombras huérfanas de la gente

surgen vanamente esenciales.

Un amigo evitó saludarme,

no pudo, lo sé,

pues quien va a morir es mejor que ya esté muerto;

no hay substancia en mí si no amanece:

que la delicada memoria mejor sustente

imágenes de vida

y no de ociosa muerte.

 

Anoche, sentado al borde de la oscura cama,

- ya no enciendo las luces, para acostumbrarme-

la mariposa negra de mi pensamiento

con tenues alas, revoloteaba torpe en el pasado.

 

¡Qué importa que yo me pierda

si las huellas de la especie

seguirán la lenta procesión sobre el polvo!

Sin embargo,

la pena es solo mía, sólo mía.

La tarde es un constante adiós en el patio.

El viento se agitará incansable sobre los caminos.

 

Este gato, que no veo, cabecea mis pies desnudos

y me devuelve

el descuidado sentido del tacto.

Ojalá fuera como la arena esencial de sus ojos.

 

El silencio de la noche me demora.

Es nueva la brisa que todas las noches entra por la ventana.

Mi corazón es una habitación sola y grande:

el amor que hasta ahora fue esperanza,

definitivamente será una ausencia.

 

¿Cuánto dura esta noche?

Ni el cansancio me doblega.

Pero no puedo estar cansado

cuando el puñal del enemigo está a un paso de mi carne,

al fin de la contienda.

 

Me apena abandonar

las flores de mi jardín en un día de lluvia,

una tierna mano que no tiene nombre,

la mirada triste de mi perro,

las voces que me nombran.

 

Pero el  brazo implacable

derramará mi tinta.  

 

 

IMINENTE

 

A Claudio Sesín      

 

                           

Sou poeta e estou morrendo...

 

O punhal me feriu numa tarde igual a qualquer outra,

mas sou débil para tolerar profecias.

Ninguém se surpreende com o presente de um homem prestes a morrer...

morrer...

até que fuja, derradeiro, meu alento

duvidarão do verbo inerte.

 

(Que me importa agora o estilo!)

 

Despeço as ruas em silêncio;

as sombras órfãs da gente

surgem banalmente essenciais.

Um amigo evitou saudar-me,

não pôde, eu sei,

pois quem vai morrer é melhor que já esteja morto;

não substância em mim se não amanhece:

que a delicada memória melhor sustente

imagens de vida

e não de ociosa morte.

 

De noite, sentado na beira da cama escura,

— já não acendo as luzes, para acostumar-me—

a mariposa negra de meu pensamento

com tênues asas, esvoaçava torpe no passado.

 

Não importa que eu me perca

se as pegadas da espécie

seguirem a lenta procissão sobre a poeira!

No entanto,

a pena é apenas minha, só minha.

A tarde é um constante adeus no pátio.

O vento agitará incansável pelos caminhos.

 

Este gato, que não vejo, cabeceia meus pés desnudos

e me devolve

o descuidado sentido do tato.

Quisera fosse como a areia essencial de seus olhos.

 

O silêncio da noite me demora.

É recente a brisa que todas as noites entra pela janela.

Meu coração é uma habitação só e enorme:

o amor que até agora foi esperança,

definitivamente será uma ausência.

 

Quanto tarda esta noite?

Nem o cansaço me abranda.

Mas não posso estar cansado

quando o punhal do inimigo esteja a uma passo de minha carne,

ao final da contenda.

 

Me da pena abandonar

as flores de meu jardim em dia de chuva,

uma tenra mão que não tem nome,

a mirada triste de um cão,

as vozes que me nomeiam.

 

Mas o braço implacável

derramará minha tinta.

 

 



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