DOM PEDRO II
TERRA DO BRASIL
Espavorida agita-se a criança,
De nocturnos phantasmas com receio,
Mas se abrigo lhe dá materno seio,
Fecha os doridos olhos e descança.
Perdida é para mim toda a esperança
De volver ao Brasil; de lá me veio
Um pugillo de terra; e nesta creio,
Brando será meu somno sem tardança...
Qual o infante a dormir em peito amigo
Tristes sombras varrendo da memoria,
Oh doce Patria, sonharei contigo!
E, entre visões de paz, de luz, de gloria,
Sereno aguardei no meu jazigo
A justiça de Deus na voz da Historia!
D. PEDRO D´ALCANTARA
Reprodução de cartão-postal (“Bilhete postal”) do início do século XX, com
um poema do Imperador escrito no exílio de Paris, com saudades da pátria (que ele coloca em maiúscula, em seu português da época). Coleção de Antonio Miranda.
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