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Poesia Brasil Sempre

 

 

(Cartão postal antigo; bilhete postal – old postcard – tarjeta postal

antigua – Editor/publisher M. OROZCO, Rio de Janeiro circa 1904)

 

 

ARTUR AZEVEDO

(1855-1908)

 

ARTHUR AZEVEDO, poeta, escritor e dramaturgo, nasceu no Maranhão e viveu no Rio de Janeiro.

  

 

UMA OBSERVAÇÃO

 

A moça está sentada. O moço amado

Para uma contradança vae “tiral-a”:

— Dá-me a honra?” — Pois não- E pela sala

Eil-os a passear de braço dado.

 

De amor quanto protesto alambicado

Daquelles meigos corações se exhala,

Te que as palmas batendo o mestre-sala,

Toma logar o par apaixonado!

 

Começa a dança. A mão do moço, esperta,

Bole, mexe, comprime, apalpa, aperta,

Durante uns turbulentos balances,

 

E uma senhora, que não é criança,

Sentada a um canto observa que na dança

Hoje trabalham mais as mãos que os pés.
  

 



         IMPRESSÕES DE THEATRO

 

 Que dramalhão! Um intrigante ousado,

Vendo chegar de longa ausencia o conde,

Diz-lhe que a pobre da condessa esconde

No seio o fructo de um amor culpado.

 

Naturalmente o conde fica irado

— O pae que é?   Pergunta — Eu lhe responde

Um jovem que entra. — Um duelo! — Sim! Quando? Onde?—

No encontro morre o amante desgraçado.

 

Folga o intrigante... Porem surge um mano

E, vendo morto o irmão, perde a cabeça:

Crava um punhal no peito do tyrano.

 

É preso o mano, mata-se a condessa,

Endoidece o marido, e cae o panno,

Antes que outra catastrophe aconteça.

  

(Obs. Conservamos a ortografia original, tal como aparece no cartão).

 

 Este exemplar  faz parte de uma coleção de 16 “bilhetes postais” da coleção particular de Antonio Miranda registrada no texto Poesia em Cartão Postal Antigo.

 

********

De
Arthur Azevedo 
Rimas.  
Rio de Janeiro: Companhia Industria Americana, 1909.  112 p.


(acima: folha de rosto da obra;
 abaixo: um poema, com a ortografia da época)

 

 

Consequencia

Ha cinco mezes já que estão casados.
Da lua de mel os ultimos lempejos
Gozam, trocando aborrecidos beijos,
Numa larga poltona accommodados.

Falam do tempo em que eram namorados...
Tempo menos de amor que dos desejos...
Separam-se, afinal e entre bocejos,
Ella fuma... ella borda... ambos callados.

De repente ella se ergue e o rosto esconde,
Soltando um grito estrìdulo, indiscreto,
Ao que o echo da sala responde.

Elle interoga-a pallido, inquieto...
Ella tremula e rubra lhe responde...
Sente no seio remecher-se um feto.

 



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