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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


(Cartão postal antigo; bilhete postal – old postcard – tarjeta postalantigua –
Editor/publisher M. OROZCO, Rio de Janeiro circa 1904)

 

 

ALBERTO DE OLIVEIRA

(1859-1937)

 

ANTONIO MARIANO ALBERTO DE OLIVEIRA, é natural do Estado do Rio de Janeiro.

 

vt. TEXTOS EN ESPAÑOL

 

DOLORA

 

Dizia-me a razão, antes de vel-a:

—“Não vás lá, se não queres ser sujeito

Ao seu olhar que é como o olhar da estrella...”

Fui. E agora a razão me diz: — Bem feito!”

 

E ardo e choro. E, ebriado de ventura,

Na propria pena que o lacera e rala,

O coração applaude-me a loucura:

— “Fizeste bem!” o coração me fala. 

 

 

(Obs. Conservamos a ortografia original, tal como aparece no cartão).

 

Este exemplar  faz parte de uma coleção de 16 “bilhetes postais” da coleção particular de Antonio Miranda registrada no texto Poesia em Cartão Postal Antigo.

 

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FONTE OCULTA

 

Entre umas pedras metida,

Rolando clara e modesta,

No coração da floresta

Vive uma fonte escondida.

 

Receosa de ser ouvida,

Talvez abafando um ai,

Quase sem queixa ou murmúrio

Fluindo vai;

 

E de ser vista receosa,

O vivo fio adelgaça;

E assim ignorada passa,

Passa ligeira e medrosa.

 

Tal em alma desditosa

Que já não ama nem crê,

Se escoa um fio de lagrimas

Que ninguém vê...

 

 

ACORDANDO

 

Quero-te, vem! se acaso da neblina

Do sonho as formas desatar te é dado,

Se não és sonho tu, se ora acordado,

Posso tocar-te, sombra peregrina!

 

Com o mesmo rosto pálido e magoado,

Triste o sorriso a boca purpurina,

Com o todo, enfim, de aparição divina,

Rompe da névoa, meigo vulto amado!

 

Encarna-te! aparece! exurge! acode!

E em minha fronte a coma ondeante e escura,

Cheia de orvalhos, úmida, sacode;

 

Mas se te dói pisar este medonho

Chão de abrolhos que eu piso, imagem pura,

Torna outra vez a aparecer-me em sonho.

 

 

FETICHISMO

 

Homem, da vida as sombras inclementes

Interrogas em vão: — Que céus habita

Deus? Onde essa região de luz bendita,

Paraíso dos justos e dos crentes?...

 

Em vão tateiam tuas mãos trementes

As entranhas da noite erma, infinita,

Onde a dúvida atroz blasfema e grita,

E onde há só queixas e ranger de dentes...

 

A essa abóbada escura, em vão elevas

Os braços para o Deus sonhado, e lutas

Por abarcá-lo; é tudo em torno trevas...

 

Somente o vácuo estreitas em teus braços;

E apenas, pávido, um ruído escutas

Que é o ruído dos teus próprios passos!...

 

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TEXTOS EN ESPAÑOL

Traducción de Adán Méndez

 

 

FUENTE ESCONDIDA

 

Entre unas piedras metida,

Rodando clara y modesta,

En medio de la selva

vive una fuente escondida.

 

Recelando de ser oída

Tal vez conteniendo un ay,

Casi sin queja o murmullo

Fluyendo va;

 

Y si es vista, recelosa,

el hilo vivo adelgaza;

 

y así ignorada pasa,

pasa ligera y miedosa.

 

Así el alma desdichada

Que ya no cree ni ama,

Un hilo de lágrimas lleva

Sin que lo vean.

 

DESPERTANDO

 

Te quiero, ven! si acaso de la neblina

Del sueño puedes deshacer sus formas,

Si no eres sueño tú, si despierto

Puedo tocarte, sombra peregrina!

 

Con el mismo rostro pálido y apenado,

La sonrisa triste en la boca purpurina,

Con todo eso en fin, de aparicion divina,

Irrumpe de la niebla, tierno bulto amado!

 

Encarnate! aparece! surge! acude!

Y el cabello de mi frente, ondeante y oscuro,

Lleno de rocíos, húmedo, sacude;

 

Pero si te duele pisar este funesto

Suelo espinoso que yo piso, imagen pura,

Continúa apareciéndote en mi sueño.

 

 

FETICHISMO

 

Hombre, en vano interrogas

A las sombras inclementes de tu vida,

Qué cielos habita Dios? Dónde esta la región bandita,

El paraíso de los creyentes y los justos?

 

En vano tus manos tantean temblorosa

Las entrañas de la noche vacía, infinita,

En donde grita la duda atroz, y blasfema,

Y solamente hay quejas y rechinar de dientes...

 

En la bóveda oscura en vano elevas

Los brazos hacia el Dios soñado, y luchas por abarcarlo;

No hay otra cosa que tinieblas...

 

Solamente al vacío estrechas en tus brazoa;

Y apenas, un ruido escuchas, pávido,

Que es el ruido de tus propios pasos.





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