O ACASO DAS PORTAS
Já da porta passava
Quando ainda nem
Entrado ele havia
Como que morto sentia
O ajuntamento que mantinha
A unidade perdida bem
À desculpa para o acaso
Na revolta que fugia
Escovava a premissa com a mão
Solicitando uma certa permissão
Para levantar-se a esmo
Da emoção se fez um vesgo
A fim de proteger-se do mais
Improvável ele mesmo
AO MODO DE TUDO
Na queda ao encontro que nada
Trás consigo lá agora integrada (na cachoeira)
A unidade aterrorizante dos sais (referência ao sabão espuma
do choque da água nas pedras)
Que pensativo e temeroso o faz (medo da proximidade de sua
desintegração no mar)
Depois já recuperado do susto
Por mais psicologicamente profundo
Reaparece espumoso no justo
Dever de sempre lavar o mundo (por ser fundamental no ciclo
dos nutrientes da Terra)
Dos tantos que na queda seria
Agora os tem sob a nova vigia
Das margens que o mantém
Mais gigantesco era antes (perde altitude ao se aproximar
do Leste, do litoral)
Com o brio único dos diamantes
O qual o mar conhece e bem
MAISONTROPO (*)
Perdeu enfim o espírito de bando
Há muito sem a bússola cotidiana
A champanha esperança agora insana
Não obedece mais o coletivo comando
Que estranha boutiqueessa!!!
Cujos rótulos impostos não se entende
Como a bolha do espumante desprende
Assim a folheada alma espessa
Mata a saudade dos outrora amigos
Com seus sabores já antigos
Prepara-me para a ida
Como nos amigos da saudade
Uma nostálgica cena a cabeça lhe invade
Sui cidra com caco de vida